
Foto: Mário Galiano/Instagram
Diogo Ribeiro é o nome do momento. E não é para menos. Com apenas 18 anos já reescreveu a história da natação nacional, ao sagrar-se vice-campeão do mundo na final dos 50 metros mariposa, conquistando, assim, a primeira medalha para Portugal nuns Mundiais de natação. Este feito não é, contudo, o único que se destaca na ainda curta, mas muito produtiva carreira do atleta. Considerado um prodígio, Diogo é natural de Coimbra e foi lá que começou a tratar a natação por tu quando, desde muito cedo, passou a acompanhar a irmã mais velha nas idas à piscina. Algo que se tornou num hábito quase diário depois de, aos quatro anos, ter perdido o pai. A mãe acreditava que mantê-lo ocupado com a natação seria benéfico para Diogo. E a verdade é que a água se tornou numa espécie de segunda casa para si.

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Depois de ter passado pelas escolas de natação da Fundação Beatriz Santos, Náutico Académico e União de Coimbra, Diogo mudou-se para o Benfica e integrou o CAR Jamor sob a orientação do selecionador nacional Alberto Silva. Apesar da adaptação a Lisboa não ter sido muito fácil, os bons resultados não se fizeram esperar e Diogo Ribeiro demonstrou, tanto em provas nacionais como internacionais, porque é mesmo um prodígio da natação. Agora a competir no Mundial de Fukuoka, o feito continua.
Para se poder concentrar totalmente nas provas que ainda tem pela frente, Diogo decidiu, depois da grande vitória de ontem, suspender as suas redes sociais. “Estarei ausente das redes sociais até ao final do campeonato. Como devem imaginar, estou muito feliz por ter conseguido esta medalha para Portugal. Foram e serão dias de muita emoção. Acima de tudo quero estar concentrado para conseguir competir ao meu melhor nível nas próximas provas”, publicou o atleta.
Esta paixão pela natação ganhou um novo fôlego depois de um grave acidente de mota. Em julho de 2021, Diogo foi apanhado por um veículo pesado e as sequelas físicas – perdeu parte do dedo indicador direito, fraturou o pé e sofreu hematomas e queimaduras – obrigaram-no a deixar o desporto em stand by. Contudo, a fisioterapia permitiu-lhe voltar aos treinos e, depois, às provas. O talento inato, e o trabalho árduo, fizeram o resto.