
Foto: Arquivo
Paulo Camacho e Luísa Botelho perdem turismo rural em incêndio de grandes proporções que devastou parte dos concelhos de Odemira, Monchique e Aljezur, num total de área ardida de 7000 hectares.
Devido às dimensões e propagação das chamas, houve centenas de evacuações de casas e propriedades, com muito património perdido, incluindo Teima, o turismo rural situado no Vale do Juncal, que Paulo Camacho e a mulher, Luísa Botelho, construíram de raíz e que era considerado um dos melhores da região. Este terá ardido quase por completo, mas o casal não planeia desistir do seu projeto de vida, que nasceu da teimosia de ambos, e quer reconstruir o espaço o mais rápido possível.
“Teima foi consumida pelas chamas ontem… Este lugar especial, ao qual dedicamos as nossas vidas, tem agora uma ferida profunda. Estaremos fechados até esta ferida sarar. Até que estejamos novamente capazes de receber os nossos clientes e amigos como sempre recebemos. Vamos precisar da ajuda de todos para que possamos voltar a brilhar. Daremos notícias em breve. Até já”, escreveram o ex-jornalista da SIC e a empresária na página do Instagram do turismo rural.
Sem ajuda dos bombeiros

Fotos: D. R.
Aberto desde 2019, o espaço tinha nove alojamentos decorados num requinte rural, uma casa de campo, uma quintinha e enorme piscina por entre as árvores. Pouco sobrou de acordo com o relatado. “Talvez uma das casas resista. Ainda não sabemos”, contam.
A empresária que gere o Teima revela, ainda, que durante o incêndio que consumiu o espaço não contaram com a ajuda dos bombeiros, apesar dos apelos feitos. “Não houve um bombeiro a defender-nos. Estiveram no Hotel Enigma, mesmo ao lado, e salvaram-no. De nós, ninguém se lembrou, apesar dos meus insistentes telefonemas com pedidos de socorro. A nossa tristeza e revolta é incomensurável”, disse Luísa.
Veja as imagens do antes e depois do Teima, um local único na Costa Alentejana.