
Foto: D. R.
A cantora Pink revela que sofreu uma overdose quando tinha apenas 16 anos, uma fase complexa que viveu anos antes de ter se ter tornado uma estrela internacional do pop/rock.
Alecia Beth Moore, nome original da artista, ganhou fama no início dos anos 2000 com o lançamento do single There You Go, do seu primeiro álbum, Can’t Take Me Home. E só agora, aos 44 anos, quase três décadas depois, relata um episódio doloroso que poderia tê-la matado, uma overdose que sofreu aos 16 anos.
Foi no programa 60 Minutes da CBS, numa entrevista comovente, que Pink falou sobre a sua juventude. Antes de se juntar à banda de R&B Choice, que precedeu a sua carreira a solo, e levou ao seu primeiro contrato com a LaFace Records, a cantora passou por uma infância e adolescência rebeldes. Uma reação à má relação dos pais, que se divorciaram quando ela iniciava a adolescência. Foi nessa altura que Pink mergulhou no mundo das substâncias, deixando-se tentar por elas e pelas festas noturnas, revelando que atingiu “o fundo do poço” no Dia de Ação de Graças de 1995.

Foto: D. R.
O incidente ocorreu algumas semanas antes de assinar o primeiro contrato discográfico: “Cresci numa casa onde todos os dias os meus pais gritavam um com o outro, atiravam coisas um ao outro. Eles odiavam-se. Comecei a consumir e a vender drogas”, recorda. Pink descreve-se como uma jovem punk desbocada que vivia “sob muita pressão”. A sua atitude levou-a a ser expulsa de casa e ao abandono escolar, e nesse dia de novembro fugiu para ir a uma festa. “Passei-me“, admite: “Estava numa rave e tive uma overdose. Tinha tomado ecstasy, pó de anjo, metanfetaminas…. Todo o tipo de coisas. Muito. Muito“, continuou, acenando afirmativamente com a cabeça quando questionada se poderia ter morrido, confirmando que estava “fora de controlo”.
Este acontecimento, juntamente com o confronto que teve com a mãe, Judith Moore, e que terminou com uma queda numas escadas, marcou um “antes” e um “depois” na carreira daquela que é hoje a vencedora de três Grammy. Se hoje o que sente quando se lembra de tudo é, afirma, arrependimento, diz que na época foi um “abrir de olhos”.
As experiências de Pink com as drogas terminaram ali mesmo. Um DJ, que lhe tinha dado a oportunidade de cantar num local, fê-la prometer que não voltaria a tocar em drogas. Ela deu-lhe a sua palavra e semanas mais tarde fez uma audição para os Choice como vocalista e frontwoman. Depois veio a fama mundial, letras aclamadas, espetáculos cheios de energia e personalidade, e uma das carreiras mais sólidas, meteóricas e mais bem pagas do mundo artístico.