
Nos últimos anos, Reynaldo Gianecchini tem passado por um processo de autoconhecimento que o fez assumir as rédeas da sua vida sem medos, sem dúvidas e sem preconceitos. Nesta entrevista, o ator, de 51 anos, falou da liberdade que conquistou ao longo dos últimos anos, recordou o relacionamento de oito anos com a jornalista, atriz e apresentadora Marília Gabriela, a quem fez vários elogios, e relembrou as críticas a que esteve sujeito sobre a diferença de idades entre ambos.
Gianecchini reviveu ainda o momento delicado da sua vida em que lhe foi diagnosticado um linfoma não-Hodgkin, o que o fez reavaliar prioridades. A maturidade e o processo de autoconhecimento pelo qual passou tornaram-no mais consciente de si e da sua história. “Passamos uma vida a esconder-nos de nós mesmos e eu escondia-me atrás da imagem de um homem forte. Sempre fui otimista e tive muita força, mas isso não anula a minha fragilidade. Não podemos achar que somos o super-homem! Aprendi a valorizar-me. Cobro-me muito e não entendia a minha força, sentia-me um pouco pressionado e comecei a perceber e a reconhecer o meu valor”, contou o ator, que esteve até outubro em cena com a peça Herança, de Bruno Fagundes, que narra dramas e conflitos de diferentes gerações de homens homossexuais. “A história desenrola-se no meio da comunidade LGBTQIAPN+, mas fala das dores do ser humano. É importante normalizar vidas e amores, independentemente da orientação sexual. Sou desse universo e queria entender melhor as histórias, as pessoas e também entender-me. Hoje falo sobre isso mais abertamente, não em relação à minha sexualidade em específico, mas em relação à liberdade”, revelou Gianecchini, que podemos ver na série Bom Dia, Verônica, na Netflix.
Texto: Fabricio Pellegrino, Pietra Mesquita e Tamara Gaspar / CARAS Brasil
Uma entrevista para ler na íntegra na edição 1481 da revista Caras, também disponível em edição digital.