
Os traços asiáticos e o ténue sotaque açoriano que resulta dos anos que viveu nas ilhas de São Miguel e Santa Maria dão-lhe características próprias, que permitem a Bia Wong sobressair entre os seus pares. Filha de um técnico de comunicações aeronáuticas açoriano e de uma chef de cozinha macaense, a atriz, de 23 anos, teve uma infância com muitas voltas pelo mundo – viveu uma temporada em Macau e viajou muito devido ao facto de praticar ginástica de competição e surf – e cedo percebeu que os Açores iam ser pequenos para o tamanho da sua ambição. “Aos 16 anos já não estava bem em São Miguel. Sentia que já era muito pequeno para mim, estava a sufocar-me. Num meio pequeno é muito difícil ter a perceção de que se pode ser atriz, o que é de facto possível. Fiquei muito mais feliz quando vim para Lisboa, vim atrás dos meus sonhos”, refere.
Licenciou-se em Ciências Forenses e Criminais, mas o seu interesse pela representação falou mais alto, mantendo a certeza de que é neste meio que se sente como peixe na água. Na sua curta carreira conta já com uma participação na série Codex 632 – um projeto da RTP e da Globoplay –, um papel em que mostrou o seu potencial e lhe abriu muitas portas no meio televisivo, e integrou também o elenco da novela da SIC Flor sem Tempo, ainda em exibição. Foi entre as gravações da série Os Eleitos, da plataforma Opto, onde dá vida a uma desportista estrangeira, que Bia se deu a conhecer melhor na conversa que reproduzimos.
Uma entrevista para ler na íntegra na edição 1485 da revista Caras, também disponível em edição digital.