Por detrás das tiaras, das cerimónias sumptuosas e das agendas oficiais acompanhadas de perto pela imprensa internacional, existe uma realidade comum a três jovens princesas europeias: a responsabilidade de, um dia, assumirem o trono dos respetivos países. Foi precisamente dessa identificação que nasceu uma amizade discreta — mantida, inclusive, através de um grupo privado no WhatsApp.

As princesas Elisabeth (24) da Bélgica, Catharina-Amalia (21) dos Países Baixos e Ingrid Alexandra (22) da Noruega mantêm contacto frequente através da aplicação de mensagens, onde partilham experiências relacionadas com os desafios da realeza contemporânea. A revelação ganhou destaque na imprensa internacional após declarações ao especialista em monarquias Wim Dehandschutter.

Quem falou publicamente sobre o grupo foi Catharina-Amalia, herdeira do trono neerlandês e filha do rei Willem-Alexander (59) e da rainha Máxima (52). A princesa explicou que a ligação entre as três surgiu de forma natural, devido às circunstâncias semelhantes em que vivem. “Mantemos contacto porque todas levamos uma vida muito específica e não precisamos de grandes explicações para nos entendermos”, afirmou.

Segundo informações divulgadas pela imprensa, as conversas entre as futuras rainhas centram-se em temas particularmente sensíveis para jovens da mesma geração, mas que assumem outra dimensão no contexto das famílias reais. Privacidade, amizades, pressão mediática e redes sociais estão entre os assuntos abordados pelas princesas. “É bom poder falar sobre coisas simples da nossa vida, mas que para nós acabam por ser difíceis e diferentes”, acrescentou Catharina-Amalia.
O jornalista Wim Dehandschutter descreveu o grupo como uma espécie de “rede de apoio real”. A notícia chamou a atenção precisamente por revelar um lado mais humano da nova geração das monarquias europeias.
Monarcas femininas ganham protagonismo na Europa
A amizade entre as três princesas simboliza também uma transformação significativa no interior das casas reais europeias. Nos próximos anos, Bélgica, Países Baixos e Noruega poderão ter mulheres à frente das respetivas monarquias, consolidando uma geração marcada por sólida formação académica, forte exposição pública e crescente presença institucional.
Elisabeth da Bélgica, filha do rei Philippe (66) e da rainha Mathilde (53), é frequentemente apontada pela imprensa como uma das jovens figuras mais preparadas da realeza contemporânea. Recentemente, concluiu um mestrado em Políticas Públicas na Harvard Kennedy School, nos Estados Unidos, depois de se licenciar em História e Política na Universidade de Oxford.
Já Catharina-Amalia atravessa uma fase de crescente protagonismo na Casa Real neerlandesa. A princesa frequenta o curso de Política, Psicologia, Direito e Economia na Universidade de Amesterdão e tem assumido compromissos oficiais com maior regularidade nos últimos anos. O seu percurso ficou, contudo, marcado por momentos delicados: em 2023, viu a segurança pessoal reforçada devido a ameaças associadas ao crime organizado nos Países Baixos.
Entretanto, Ingrid Alexandra, filha do príncipe herdeiro Haakon (52) e da princesa Mette-Marit (52) continua a reforçar discretamente o seu papel institucional na Noruega. A princesa frequenta uma licenciatura na Universidade de Sydney, na Austrália, com especialização em relações internacionais e economia política, devendo prosseguir parte do percurso académico em Oslo como estudante de intercâmbio.
Nos bastidores das monarquias europeias, a proximidade entre as jovens já é vista como reflexo de tempos mais modernos. Ao contrário das gerações anteriores, marcadas por protocolos rígidos e maior distanciamento emocional, as futuras rainhas parecem apostar em relações mais autênticas.
E tudo indica que, entre compromissos oficiais e eventos de gala, o grupo no WhatsApp se tenha tornado um raro espaço de normalidade para quem nasceu destinada à coroa.
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