
A quarta temporada de Casados à Primeira Vista, da SIC acaba de estrear. O reality show que une pessoas que não se conhecem num casamento foi o mote para a CARAS voltar a conversar com Diana Chaves, de 42 anos, a apresentadora do programa, que tem uma relação sólida com o treinador César Peixoto há 16 anos e uma filha em comum, de 12, mas que, apesar de ter sido pedida em casamento há uma década, ainda não decidiu quando será o grande dia. Ainda assim, sabe exatamente como quer que seja o seu casamento.
– Ainda há novidade para si em Casados à Primeira Vista?
Diana Chaves – Tudo o que vai acontecer é novidade, para mim e para o público. O formato é o mesmo, mas como depende dos protagonistas, neste caso os casais, tudo é novo, pois estamos a falar de novas pessoas, com personalidades e passados diferentes, outras perspetivas e reações. Podemos pensar que uns vão correr bem, outros não tão bem, mas exatamente aquilo que vai acontecer ninguém pode prever, nem eles mesmos. Adoro esses momentos, porque é engraçado. Sou uma romântica, acho sempre que lá no fundo há qualquer coisa que os une e que vai correr bem, mas o resultado é sempre uma incógnita.
– Passa a juntar as manhãs da SIC com o novo programa. É uma época de maior stress para si?
– São realmente alturas de mais trabalho, se tiver gravações de manhã, não poderei estar a fazer o direto, mas o João Baião assegura a condução na totalidade. Vamos gerindo como fazemos na nossa casa.
“Vamos gerindo o dia a dia como qualquer família. Quando o César não está, confesso que se torna mais complicado.”
– É essa gestão que também faz na sua família.
– Também, claro! Por vezes, estou menos presente, mas o César está cá agora e toma conta de tudo. Por norma, consigo levar a Pilar à escola antes de ir trabalhar. Vamos gerindo o dia a dia como qualquer família. Quando o César não está, confesso que se torna mais complicado, mas tenho sempre ajuda do meu pai ou das minhas irmãs.
– Em casa, todos veem o programa?
– Habitualmente, sim. É sempre um momento engraçado em família. A Pilar está entusiasmadíssima. Gosta de ver os casamentos, saber quem são noivos, se gostaram ou não um do outro. Ela tem um sentido de humor apurado e, por isso, gosta também de ver os comentários das famílias e dá a sua opinião sobre tudo, até sobre a minha roupa. Não escapo. Tem a sua opinião desde cedo e ainda bem. Adoro que a tenha.
– De quem é que a Pilar herdou esse lado observador e opinativo?
– A Pilar tem muito de ambos. É muito meiga, atenta, tem cuidado a falar, tenta não magoar as pessoas, porém, sabe muito bem o que quer. É assertiva, não tem medo de se afirmar. Eu não era assim na idade dela, era muito tímida. Ela também é, mas sabe o que quer e o que não quer e eu, ao contrário dela, podia não gostar muito de uma situação, mas ficava calada. Esse lado opinativo, pouco influenciável, herdou do César. Também é divertida como ele, descontraída. Claro que na adolescência é normal que alguma coisa possa mudar, mas, até ver, segue sempre aquilo que acha que é certo.

– A entrada na adolescência preocupa-a?
– Não adianta sofrer por antecipação. Logo se vê. Os miúdos na adolescência dão mais trabalho, é normal. Isso é que é saudável. Portanto, que venha ela!
– Foi uma adolescente rebelde?
– Não, fui calminha, se calhar por isso é que não estou preocupada. Já a minha irmã mais nova deve pensar mais nisso [risos]. Fui atleta e, como todos, tive sempre uma vida muito regrada. Nesse sentido, fui muito atinadinha.
“O meu casamento quero que seja divertido. Quero uma festa fluida, em que não tenha de estar com cerimónias. E continua a fazer sentido na minha vida.”
– Referiu que é uma romântica. Como será o seu casamento?
– A minha ideia de celebração é uma festa pequena, muito privada. Contrariamente ao meu trabalho, em que há uma grande exposição, na minha vida sou reservada, gosto de estar com poucas pessoas, mas que me digam muito. O meu casamento quero que seja divertido, quero aproveitar e não pensar que tenho de falar com aquela pessoa que ainda não consegui. Não. Quero uma festa fluida, em que não tenha de estar com cerimónias, uma coisa mais restrita. O casamento continua a fazer sentido na minha vida.
– Mas já tem data?
– Percebo a curiosidade, mas vou casar-me quando eu quiser. Não cedo a pressões sociais, nem acho que tenha de haver uma regra que diga que quem fica noivo tem de se casar num determinado tempo. Na verdade, não me preocupa nada que digam que sou a eterna noiva. Sinto-me muito bem na minha pele e possivelmente só se saberá que me casei depois de ter acontecido.
– E o local está escolhido?
– Não está escolhido, mas sei o que quero. A marcação do casamento tem demorado mais a acontecer porque gostava de me casar na Madeira, mas exige uma logística mais complicada e não vai ser possível. Portanto, tive de fazer um reset e não tenho pressa, afinal, tive o pedido de casamento mais romântico de sempre. Foi lindo!

– Pode contar-nos como foi?
– Foi no dia do meu aniversário e teve uma série de surpresas. Tinha de ir desvendando as pistas. Acabámos os dois a jantar na torre da Quinta da Regaleira, tudo decorado, lindo. Foi incrível! O meu desejo é ficar com o César para sempre, daí não ter pressa nenhuma. Somos felizes e o casamento acontecerá de uma forma natural, quando nos fizer sentido.
– Vê dezenas de vestidos de noiva neste formato televisivo. Sabe como quer o seu?
– Já o idealizei. Vou ser uma noiva feliz e confortável.
– Casados à Primeira Vista é sobre pessoas que procuram o amor. O que significa o amor para si?
– O amor é o que tenho na minha vida com a minha família, com a minha filha, com o César, claro, os amigos. São as pequeninas coisas que nos deixam à-vontade. Para mim, o amor é não fazer fretes. É fazer cedências. Como é óbvio, nenhuma relação é perfeita, mas não me posso queixar.
– A família que construiu é como idealizava?
– É ainda melhor. Sou tão feliz, todos os dias, com pouco, que só preciso dos meus para estar bem e eles são maravilhosos. Preciso só que estejam com saúde. Sei que isto parece clichê, mas perdi a minha mãe cedo e sei que, de um dia para o outro, a felicidade que temos como garantida pode acabar e depois é preciso aprender a viver de outra maneira.