
Sempre simpática e determinada, Carolina Carvalho tem crescido aos olhos do público, mas mantendo o espírito inquieto de uma criança. Aos 30 anos e cheia de sonhos por concretizar, nada a faz abrandar o ritmo, nem mesmo a maternidade. A 16 de março embarca para o Brasil (onde já fez formação em representação) para começar um trabalho, para o qual está cheia de motivação. Mesmo sabendo que nem sempre poderá ter a seu lado o filho, Lucas, de 2 anos, e o companheiro, David Carreira, a atriz tem tudo bem organizado.
Agora é a sua vez de voar rumo à carreira internacional que tanto deseja e que sonha conquistar. Na antevisão do documentário The Final Copy of Ilon Specht, sobre a vida da mulher por detrás do slogan da L’Oréal, conversou em exclusivo com a CARAS sobre esta fase que está a viver.
– Como está o Lucas?
Carolina Carvalho – Está maravilhoso, muito grande. Corre muito, faz o pino. A parte motora dele é muito desenvolvida. Mas está preguiçoso para falar. Ele é muito expressivo e tem um rol de 20 palavras que lhe servem para tudo.
– Sente nele uma veia artística que já vem da família?
– Sem dúvida! É um pequeno ator e a música é-lhe inata. Ainda há dias estivemos nos ensaios da nova tournée do David. Em cima do palco, ele reparou em alguns fãs do pai que estavam a assistir. Pegou no microfone e começou a dar o seu próprio show. Com 2 anos… A primeira coisa que ele faz todas as manhãs é pegar na guitarra. Está-lhe no sangue.
– Após a maternidade, que mulher é hoje?
– Sou a mesma Carolina, mas com mais qualidades. A maternidade faz-nos descobrir lados que não estavam bem explorados. Sei melhor o que quero, dou prioridade ao que realmente importa, não estou com quem não quero estar, sou muito mais sincera com as pessoas. Sempre fui um bocadinho desbocada e falo com o coração, mas quando gosto de alguém é fácil perceber isso. Acho bom podermos contar com a opinião sincera dos outros. Sinto-me de bem com a vida e feliz.
“É cansativo e durmo menos? Sim! Mas sou muito mais feliz.”
– É a mãe que desejava ser?
– Sou a mãe que queria ser. Claro que é supercansativo e superexigente. Curioso que, depois de o Lucas nascer, voltei logo ao trabalho. Ele tinha 2 meses e eu levava-o para o estúdio, os meus colegas andaram com ele ao colo. Provei a mim mesma que tudo é possível. Ele não é um bebé de estar em casa, anda sempre comigo de um lado para o outro. Às vezes, só tenho 40 minutos livres, mas pego nele e vamos para a praia. Se eu ou o pai tivermos folga, o Lucas vai passar o dia sempre a fazer coisas. Ter um filho não é um impedimento para nada. É um complemento e torna-te melhor pessoa. É a vida a dar-te a possibilidade de teres o maior amor da tua vida à tua frente. Tornei-me uma mulher muito melhor. É cansativo e durmo menos? Sim! Mas sou muito mais feliz.

– A Carolina e o David conseguem encontrar tempo para estarem os dois a sós?
– Sempre gerimos isso muito bem. Viajámos para o Brasil em janeiro. Acabámos por ir sem o Lucas, porque estava com uma otite. Deu para descansarmos um bocadinho.
– Está prestes a embarcar para o Brasil para uma temporada de trabalho. O que pode adiantar?
– Vou a 16 de março. No Brasil proíbem-nos mesmo de falar, ainda mais do que cá. São projetos grandes e já sei deles há muito tempo. Vou ter sempre a liberdade de estar entre Brasil e Portugal.
– É difícil gerir as saudades à distância?
– Sim, mas eu e o David já nos organizámos muito bem com as coisas em relação ao Lucas. Ele irá muitas vezes comigo, outras fica com o pai. Mesmo no final do ano, em que estive três meses em Espanha a gravar uma série [para a HBO], fizemos essa gestão de forma muito tranquila.

– Mesmo com um bebé, é importante não abandonar os sonhos e manter-se determinada nos objetivos?
– Sou uma mulher empoderada e sempre fui independente. Nunca gostei de depender de ninguém. Tento passar às minhas irmãs que é essencial termos a nossa independência. E quero que o meu filho seja um homem feminista também, que entenda o que aconteceu no mundo e trate muito bem as mulheres.