
Quase a completar 52 anos, Bárbara Guimarães vive uma fase de transformação e reinvenção. Autêntica e apaixonada pela vida, a apresentadora equilibra a intensidade da maternidade – é mãe de Dinis Maria, de 21 anos, e Carlota, de 14, do casamento já terminado com Manuel Maria Carrilho – com o prazer de viver entre o campo e a cidade. Determinada a aproveitar cada momento, Bárbara reflete sobre as suas conquistas, os desafios que superou e a força que encontra nas pessoas que a inspiram e nas suas próprias experiências. Num misto de vulnerabilidade e confiança, revela-se mais transparente do que nunca, provando que, com energia feminina e resiliência, é possível recomeçar sempre.
A CARAS conversou com a apresentadora na antestreia do documentário The Final Copy of Ilon Specht, sobre a copywriter que criou o slogan da L’Oréal Paris “Porque eu mereço”, no Teatro da Luz, em Lisboa. A entrevista acabaria por ser, mais tarde, atualizada, durante um almoço da apresentadora com um grupo de amigas a convite da Unigold, marca da qual é embaixadora.
– Está prestes a completar 52 anos. Sente-se numa fase tranquila e apaziguada da sua vida?
Bárbara Guimarães – Não, nada tranquila [risos]. Sinto que podia ter feito muito mais desporto, por exemplo. Sempre fui preguiçosa para ir ao ginásio, mas quero estar em forma para o verão, então estou a esforçar-me. É um desafio, uma meta, vamos ver se consigo.
– Falando em desafios, como tem sido a relação com a sua filha Carlota, que se encontra na adolescência?
– É sempre um desafio. Não conheço nenhuma mãe de uma filha adolescente que não o veja como um grande desafio. É um desafio que vamos tentando estar à altura, e aprendendo coisas também. Gosto de fazer programas com ela, recentemente, por exemplo, fomos juntas à ModaLisboa. Quero que ela conheça o meu trabalho, que entenda que há todo um processo por trás. Ela é muito companheira e tem uma personalidade forte, muito agregadora. Acho que se vai descobrir com o tempo.

– E sobre o seu filho Dinis Maria? Como é a vossa relação?
– É única. Há dias, ele ligou-me apenas para perguntar se eu estava bem. Nunca tinha acontecido, fiquei tão emocionada. Quando desliguei, disse para mim mesma: “É porque eu mereço”. Foi um momento especial.
– Tem uma ligação forte com o campo. A sua casa de Rio Maior passou a ser o seu refúgio?
– Sem dúvida. Apaixonei-me por aquele sítio em 2018, uns meses antes de saber que estava doente com cancro. Aquele lugar é um bálsamo, onde a mim me parece que o tempo passa mais devagar. E aquilo enche-me de saúde. Ouço o vento, a água a correr, tenho tempo, tempo para mexer na terra, para andar de galochas, de calções e T-shirt, despreocupada. Gosto do cheiro de lareira acesa… Tinha dificuldade em conseguir acender a lareira com pinhas e papel, mas entretanto resolvi o assunto: comprei um maçarico e agora é um instante [risos]!
– Falou sobre a importância de se permitir sentir emoções. É algo que defende?
– Sem dúvida. Já percebi que esconder as emoções não é uma boa estratégia, porque o corpo acaba por se ressentir. É preciso ir largando e expondo. E ir lidando com elas, e, às vezes, desabafar com uma amiga ou com a minha mãe.
– Partilhou recentemente que gostava de, um dia, interpretar um papel de destaque no cinema. Ver-se-ia mais como uma vilã ou como uma heroína no filme?
– Era o que o realizador escolhesse para fazer, porque gosto de ambos os papéis. Tem sempre graça uma personagem com força. Se for para ser vilã, também sou.

– Há algo na sua bucket list que ainda queira realizar?
– Uma viagem romântica pelas ruelas de Itália e aprender a falar italiano. Adoro a língua e a cultura italianas.
– Se surgir um namorado italiano talvez seja mais fácil…
– [Risos] Parlando d’amore. Quem sabe…