
Faz este ano uma década que terminou a sua formação em representação na Escola Profissional de Teatro de Cascais e, desde então, tornou-se um dos jovens atores mais requisitados e acarinhados do País. Após mais de 20 peças profissionais, reconhecimentos, prémios e com projetos internacionais no seu currículo, José Condessa tem aproveitado os últimos meses para descansar. Mas não deverá ser por muito tempo. “Tinha a intenção de abrandar, física e mentalmente”, afirma o artista, que está na minissérie Mulheres, às Armas, mas tem vontade de continuar a traçar um percurso além-fronteiras: “Estamos a tentar desenvolver o lado internacional. Mas há receios: ‘E se não resulta lá fora e depois chegas cá e já não se lembram de ti?’ Sei que, se nada resultar, terei sempre o teatro.”
A par dos receios normais de uma profissão instável, José Condessa não perde o foco nos seus objetivos. “Com o lado internacional, em que temos apostado [em equipa], é importante decidir as coisas certas. E, às vezes, é preciso saber sofrer. Para mim, representar é uma ‘linguagem’ e não importa em que língua é. A ligação ao [Pedro] Almodóvar, em Espanha, abriu portas. Mas também no Brasil, onde já trabalhei. Que venham oportunidades… Acho que estamos nesse momento a crescer um bocadinho e a aproveitar mais coisas lá fora.”
Explorar outras vertentes do universo do espetáculo e da ficção também faz parte dos sonhos.

O artista, que namora há quase um ano com a manequim Luisinha Oliveira, continuar a querer fundar a sua companhia de teatro. Mas não só! “Tenho dois projetos de ideias originais para séries que escrevi e quero avançar. Eu e o Augusto [Fraga, realizador da série Rabo de Peixe] queremos muito começar a desenvolver coisas juntos.”