
“Não há palavras que possam expressar a profunda perda que sentimos com a morte da nossa doce Virgínia”, pode ler-se no comunicado enviado à AFP pela família de Virginia Giuffre, de 41 anos, que se suicidou, em sua casa na Austrália, onde vivia. Também o seu agente, através do mesmo meio, declarou que ela morreu “depois de sofrer durante toda a vida com agressões sexuais e tráfico sexual”, dos quais foi vítima.

Recorde-se que Virginia Giuffre foi uma das vítimas da rede de tráfico sexual do multimilionário norte-americano Jeffrey Epstein, que se suicidou na prisão em Nova Iorque, em 2019, enquanto aguardava julgamento. Giuffre acusou o príncipe André, filho da rainha Isabel II de Inglaterra — que conheceu através de Epstein — de a ter abusado sexualmente quando tinha 17 anos, em três ocasiões distintas. O irmão de Carlos de Inglaterra chegou mesmo a ser afastado de funções oficiais, embora tenha sempre negado as acusações. Em 2022, o duque de York e Virginia chegaram a um acordo extrajudicial, com André a pagar uma avultada quantia — na altura estimada em mais de 14 milhões de euros — para encerrar o processo e evitar maiores danos à imagem da monarquia britânica.

Virginia Giuffre, que a 30 de março partilhou nas redes sociais ter sofrido um acidente de viação e que lhe restavam apenas “quatro dias de vida”, encontrava-se em processo de separação de Robert Giuffre, com quem foi casada durante mais de duas décadas e com quem teve três filhos.
