A estreia de “A Madrasta” marca uma nova aposta da TVI para o horário nobre, mas a história que chega agora aos ecrãs portugueses tem um percurso muito mais longo e surpreendente do que muitos imaginam.
Adaptada por Maria João Mira (66) e produzida pela Plural Entertainment, a novela protagonizada por Inês Castel-Branco (44) e Albano Jerónimo (46) nasce de um dos maiores sucessos da ficção televisiva latino-americana: “La Madrastra”, um título que continua a ser recordado pelos fãs mais de duas décadas depois.
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Uma história que atravessou fronteiras
Embora muitos associem a trama ao México, a verdade é que La Madrastra não nasceu naquele país. A história teve origem no Chile, em 1981, pela mão do dramaturgo Arturo Moya Grau (1920–1994). Anos mais tarde, a Televisa transformou-a num dos maiores êxitos da televisão mexicana através da versão protagonizada por Victoria Ruffo (64) e César Évora (66).
O sucesso foi tão expressivo que a novela acabou por gerar várias adaptações internacionais ao longo dos anos. A versão portuguesa da TVI representa a sétima adaptação internacional desta narrativa de suspense, vingança e redenção.
A premissa continua a revelar-se irresistível: uma mulher injustamente condenada regressa décadas depois para recuperar os filhos e descobrir quem destruiu a sua vida.
O mistério que prendeu milhões de espectadores
Uma das grandes razões para o êxito da versão mexicana foi o mistério central da história.
Ao longo da emissão original, os espectadores acompanharam a tentativa da protagonista de descobrir quem era o verdadeiro responsável pelo crime que a levou para a prisão. O enigma tornou-se um dos assuntos mais comentados da televisão mexicana em 2005 e contribuiu para audiências muito acima da média.
A novela foi exibida entre fevereiro e julho de 2005 e rapidamente se transformou num fenómeno de audiências, alcançando resultados considerados extraordinários para a época.
Victoria Ruffo tornou-se um símbolo da novela
Outro dos segredos do sucesso esteve na interpretação de Victoria Ruffo, uma das maiores estrelas das telenovelas mexicanas.
A atriz deu vida a María, a mulher que regressa após duas décadas de sofrimento para enfrentar aqueles que a traíram. Ao seu lado esteve César Évora formando uma das duplas mais populares da ficção mexicana dos anos 2000.
Ainda hoje, a novela continua a ser frequentemente recordada por fãs em fóruns e comunidades dedicadas às telenovelas, onde muitos a classificam como um clássico do género.
O que muda na versão portuguesa?
Em A Madrasta, a ação é transportada para Portugal e Marrocos. A protagonista passa a ser Diana Magalhães Neto, uma mulher que regressa após 20 anos de prisão para recuperar os filhos Miguel e Beatriz e provar a sua inocência.
Tal como aconteceu no original mexicano, a personagem vê-se obrigada a enfrentar o passado e a assumir um papel doloroso: tornar-se, aos olhos dos próprios filhos, a “madrasta” que ninguém deseja aceitar.

Com suspense, drama familiar e segredos que prometem ser revelados ao longo dos próximos meses, a nova aposta da TVI procura repetir em Portugal a fórmula que transformou La Madrastra num fenómeno internacional.
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