
L onge dos holofotes há dois anos, Jennifer Lawrence surgiu na 78.ª edição do Festival de Cannes ao lado de Robert Pattinson com o filme Die, My Love (Morre, Meu Amor), candidato à Palma de Ouro, no qual interpreta uma mulher com uma profunda depressão pós-parto e uma crise no casamento que a fazem mergulhar num estado de psicose.
Para ela, que foi mãe do segundo filho em fevereiro – já tinha Cy, de 3 anos, do casamento com o diretor de arte Cooke Maroney –, este foi um trabalho desafiante, que a fez refletir profundamente sobre a complexidade da maternidade, até porque já estava grávida durante a rodagem. Na conversa com a imprensa, ocorrida no certame, a atriz abordou os dilemas que envolvem o papel de mãe e confessou que foi complicado distanciar-se emocionalmente da sua personagem. “Como mãe, foi muito difícil separar o que eu faria do que ela faria. Foi de partir o coração”, referiu.

A vencedora de um Óscar admitiu que “não sabia que se podia sentir tanto” quando se é mãe. “Ter filhos muda tudo, muda a vida por completo. É brutal e incrível. Eles não só influenciam cada decisão sobre onde e quando trabalho como também me ensinam. Não sabia que podia sentir tanto e o meu trabalho tem muito a ver com emoções. Mudaram a minha vida, obviamente, para melhor, e transformaram-me criativamente. Recomendo fortemente ter filhos.”
