
A procurar vingar numa carreira internacional, Jani Zhao tem gravado também alguns projetos portugueses, mas fora das novelas onde começou o seu percurso ainda muito jovem. Na última edição dos Prémios Sophia, a atriz recordou que o início do seu percurso em ficção não foi fácil, especialmente pela sua ascendência oriental. “Já me senti discriminada e hoje em dia sinto-o de uma forma diferente. O medo é real, devido ao crescimento do ódio e do populismo. Os nossos direitos estão ameaçados”, contou. E recorda: “O início do meu percurso foi superesteriotipado e decidi, a dada altura, afastar-me de fazer televisão porque não queria compactuar com certas mentalidades. Gosto de falar sobre as coisas para elas não ficarem no ‘cinzento’, como se não existissem.”
“O início do meu percurso foi superesteriotipado. Afastei-me porque não quis compactuar com certas mentalidades.”
Sem receios de dizer o que pensa, a artista defende o seu papel no ramo audiovisual, onde as decisões e o poder cabem maioritariamente aos homens: “Temos de tomar um posicionamento no nosso trabalho, porque, então, somos só marionetas. E eu não considero o nosso trabalho isso. O mundo está de pernas para o ar. Um ator ser contratado pelo número de seguidores que tem é ultrajante. Não quero que ninguém trabalhe comigo pela visibilidade ou mediatismo que dou ao projeto. Eu não sou isso.”