Pedro Chagas Freitas (46), voltou a sensibilizar quem o acompanha com uma publicação carregada de emoção, feita a partir do Hospital Pediátrico de Coimbra. Na imagem surgem peluches adornados com pequenos laços improvisados, profissionais de saúde sorridentes e um ambiente surpreendentemente leve para o contexto hospitalar. Ainda assim, foi a legenda que transformou a publicação num dos momentos mais comentados entre os admiradores do escritor.
“Na imagem, estamos todos no quarto do hospital com lacinhos feitos por uma enfermeira com restos de material hospitalar”, começou por escrever. Ao longo do texto, Pedro Chagas Freitas descreveu uma espécie de “gala da pândega” improvisada no pediátrico, entre peluches vestidos “a preceito”, gargalhadas e pequenos instantes de felicidade partilhados num cenário particularmente delicado.
Conhecido pelos textos intensos sobre emoções, relações humanas e família, o escritor revelou desta vez um lado ainda mais íntimo e vulnerável. Mais do que uma simples homenagem, a publicação acabou por expor a forte ligação emocional que mantém com os profissionais do Hospital Pediátrico de Coimbra.
“Os enfermeiros fazem-me chorar”, confessou. “Criam, inventam, dançam diante da dor, entre o princípio da lágrima e o princípio do riso.”

O hospital que marcou a vida da família
A ligação de Pedro Chagas Freitas ao Pediátrico de Coimbra nasceu durante a longa batalha de saúde enfrentada pelo filho mais novo, Benjamim (7). O menino foi diagnosticado ainda bebé com deficiência de alfa-1 antitripsina, uma doença rara que afeta o fígado e que obrigou a vários internamentos ao longo dos últimos anos.
Em 2024, a situação tornou-se particularmente delicada quando Benjamim necessitou de um transplante hepático urgente, realizado precisamente em Coimbra. Desde então, o escritor tem falado publicamente sobre a forma como a equipa médica e de enfermagem acompanhou a família nos momentos mais difíceis.
Na mais recente publicação, Pedro Chagas Freitas voltou a sublinhar precisamente essa entrega dos profissionais de saúde, recordando o cuidado, a empatia e o carinho que encontrou dentro do hospital.
“Fui mais bem tratado do que em muitos hotéis de cinco estrelas”, escreveu, acrescentando que existem gestos “que não têm preço” nos momentos de maior ansiedade e fragilidade.
O escritor terminou a mensagem com um agradecimento emocionado dirigido aos enfermeiros que acompanharam o filho: “Na imagem, estávamos profundamente felizes, ligados por um fio de esperança, ternura e fé.”
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