Muito antes de se tornar um dos rostos portugueses mais seguidos nas redes sociais e presença frequente nas notícias de entretenimento, Margarida Corceiro (23) demonstrava já uma maturidade pouco habitual para a idade. Aos 18 anos, numa entrevista concedida à Women’s Health, em 2021, a atriz falava abertamente sobre os objetivos para o futuro, os receios do início de carreira e até a forma como encarava a crescente exposição mediática.
Curiosamente, antes de descobrir a representação, Margarida Corceiro imaginava um percurso bastante diferente. A atriz revelou na altura que sonhava ser jornalista, mas tudo mudou depois de, “por brincadeira”, participar num casting da agência Central Models aos 12 anos. Mais tarde, a estreia na novela A Prisioneira acabaria por dissipar quaisquer dúvidas sobre o caminho que queria seguir profissionalmente.
Na altura, Margarida Corceiro tinha terminado as gravações da novela Bem Me Quer e admitia que o projeto tinha sido determinante para a sua evolução pessoal e profissional. “Cresci mesmo muito enquanto atriz”, confessava, explicando que teve a oportunidade de trabalhar ao lado de “atorzões”, como lhes chamava de forma carinhosa, observando atentamente todos os conselhos recebidos nos bastidores.
Apesar de ainda estar no início do percurso, a atriz não escondia a ambição de chegar mais longe. “Gostava muito de fazer cinema”, admitia, acrescentando que tinha plena consciência de que precisava “de estudar e evoluir muito” antes de alcançar esse objetivo.
Cinco anos depois dessas declarações, Margarida Corceiro atravessa precisamente uma das fases mais internacionais da carreira. A atriz portuguesa integra atualmente o elenco principal de Tudo o Que Nunca Fomos, produção espanhola da Warner Bros inspirada no bestseller de Alice Kellen, reforçando assim a ligação ao cinema que dizia ambicionar ainda no início do percurso profissional.

Mensagem seja de otimismo
Se houve algo marcante naquela entrevista foi a postura positiva de Margarida Corceiro perante a vida. Ainda numa fase inicial da carreira, a atriz mostrava-se determinada em transmitir uma mensagem de leveza e esperança ao público.
“Quero que a minha mensagem seja de otimismo”, afirmava, acrescentando que acreditava genuinamente que “um sorriso pode mesmo mudar a vida das pessoas”.
A própria atriz admitia ser “uma pessoa de sorriso fácil por natureza”, embora reconhecesse que, como qualquer pessoa, também tinha dias menos bons. Nessas alturas, explicava que fazia um exercício simples: lembrar-se da sorte que tinha nas pessoas à sua volta e relativizar os problemas mais superficiais.
Vista à distância de quase cinco anos, a entrevista ganha hoje um significado especial entre os admiradores da atriz. Muitas das metas que Margarida Corceiro dizia querer alcançar aos 18 anos acabaram por concretizar-se — como se, muito antes do reconhecimento internacional, a atriz já tivesse começado a traçar discretamente o próprio percurso.
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