Apenas um dia após ter sofrido um aparatoso acidente de mota na passada segunda-feira (6), Marco Costa (35) recorreu às suas redes sociais para partilhar com os seguidores as marcas físicas e emocionais do incidente. Longe de ter sido apenas um susto passageiro, o revés serviu de motor para uma profunda reflexão existencial, culminando na decisão de enfrentar um dos seus maiores desafios: um salto de paraquedas.
Contudo, foi uma conversa inesperada no aeródromo que transformou o dia numa experiência verdadeiramente indelével.
Ainda a recuperar do impacto de um choque frontal com um automóvel, quando circulava de mota, em calções e sem luvas, o empresário evidenciou a sua profunda sensação de alívio por ter escapado apenas com “um arranhão ou dois“. A experiência impulsionou-o a relativizar os prejuízos materiais, focando-se no valor da saúde e do bem-estar familiar, assumindo que o episódio serviu de aviso para a volatilidade da rotina quotidiana.
No local onde se preparava para efetuar o salto, Marco Costa cruzou-se com um jovem cuja história de vida o sensibilizou de forma particular. O rapaz, recém-chegado a Portugal após a perda trágica do melhor amigo por suicídio e subsequente diagnóstico de depressão, revelou ter abdicado de todos os seus bens para concretizar um objetivo antigo.
Lição de vida
O momento foi detalhado pelo pasteleiro nas suas plataformas digitais: “Fiz bem em ter vindo saltar de paraquedas. Fiz mesmo bem. Estão a ver aquele rapaz ali? Nem sequer sei o nome dele, conheci-o agora. Está aqui há um mês em Portugal. Há um mês, o melhor amigo dele matou-se, ele entrou em depressão e decidiu vir para aqui viver o sonho de saltar de paraquedas. Não sei se dele ou do amigo. Explicou-me que vendeu tudo o que tinha, curou-se e veio para cá sem pensar. Disse-me: ‘Não tenho trabalho, não tenho casa, não tenho nada, só tenho dinheiro na conta e estou a fazer aquilo que amo’“.

Este testemunho espontâneo e de forte carga dramática alterou de imediato a perspetiva de Marco Costa face ao sinistro rodoviário sofrido no dia anterior. Confrontado com a dor alheia e com a coragem do desconhecido, o empresário expressou uma imensa gratidão pela sua sorte e pela oportunidade de continuar a viver os seus projetos em pleno.
A concluir a sua partilha com o público, a figura pública sublinhou a importância de encarar as contrariedades como lembretes da nossa própria sorte, finalizando com uma mensagem de otimismo e resiliência. “Isto pôs-me a pensar que, se calhar, ontem o dia não me correu tão mal. Bati, mas estou inteiro, estou saudável. Tive um arranhão, que não é nada. O telefone, encontrei-o. E, por isso, hoje posso estar aqui a conversar.“
“Ontem, tinha tudo para ter corrido mal: espetei-me num carro de frente, estava de mota, de calções, sem luvas. Muita coisa poderia ter acontecido. Perdi o telefone, partiu-se todo, mas consegui comprar outro. A minha família está bem, estou bem, estou aqui. Às vezes, é preciso apanharmos uns sustos para percebermos o quão sortudos somos na vida que temos. Gratidão, mais uma vez. Vou saltar, vou viver. É bom estar vivo“, finalizou Costa.
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