Numa sentença divulgada esta terça-feira (7) pelo Supremo Tribunal de Londres, tornou-se público que o Príncipe Harry (40) e o cantor britânico Elton John (79) perderam o processo por violação de privacidade movido contra o proprietário do jornal britânico Daily Mail.
A ação, apresentada pelo Duque de Sussex, alegava que o grupo Associated Newspapers Limited (ANL), empresa proprietária dos jornais Daily Mail e do Mail on Sunday, tinha recorrido a métodos ilegais, nomeadamente escutas telefónicas e pagamentos a polícias corruptos, para obter informações privadas sobre os demandantes. Numa resolução escrita, o juiz da Alta Corte Matthew Nicklin determinou, no seu veredito, que os demandantes não conseguiram comprovar as acusações apresentadas, pelo que as ações ficam indeferidas.
Durante o julgamento, que se prolongou ao longo de dois meses e meio, o príncipe Harry prestou depoimento presencialmente em Londres, no início deste ano, numa comparência que voltou a colocar o duque sob os holofotes mediáticos. Este era o último de uma série de processos movidos pelo Duque de Sussex, que há vários anos conduz uma verdadeira cruzada judicial contra a poderosa imprensa sensacionalista britânica.

Outras figuras públicas também envolvidas no processo
Além do membro da família real e do astro da música britânica, o processo era movido por várias outras personalidades, entre as quais se destacam o antigo ministro do Partido Liberal Democrata, Simon Hughes (75), e a atriz Liz Hurley (61).
Por coincidência, o veredito final do processo foi anunciado no mesmo dia em que Harry inicia a sua visita de cinco dias ao Reino Unido, um regresso há muito aguardado ao país, desta vez sem a companhia da esposa, Meghan Markle (44), nem dos filhos do casal.
O desfecho representa um novo revés na longa cruzada judicial que o duque tem travado contra vários órgãos de comunicação social britânicos, numa tentativa de responsabilizar a imprensa por alegadas práticas ilícitas de obtenção de informação ao longo dos últimos anos.