
E.U.A. – Death Valley
Fernando Peres Rodrigues
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Fernando Peres Rodrigues
Um dos locais mais secos e inóspitos da Terra; um dos locais mais quentes do mundo, mas com características geológicas tais que atrai cientistas de todo a parte do Globo. A paisagem quase lunar do parque nacional de Death Valley, onde plantas e animais se adaptaram à adversidade do local, é encantatória.
É habitual ouvirmos o chão estalar sob os nossos pés, o que, segundo os rangers do parque, "resulta do ar seco a sugar a última gota de humidade". As manifestações geológicas, provocadas por erosões sucessivas, são simultaneamente cénicas e bizarras, e mais notórias no Zabriskie Point, local ideal para assistir ao nascer do Sol.
Há ainda outros pontos que devem ser vistos, como o Dante View – que permite uma visão de 360º – e Badwater, em que a água das raras chuvas rapidamente se evapora, deixando um tapete de cristais.
Se tiver um veículo com tração às quatro rodas, não deixe de visitar o Titus Canyon, pois, percorrendo uma estrada sinuosa de grande beleza, chega a um canyon com paredes de altura imponente.
Ao final do dia, quando os coiotes começam a uivar e está mais fresco, vá em direcção às dunas de areia dourada, onde a alternância de zonas de sombra e luz nos devolve imagens improváveis.
Uma última recomendação e a mais importante: tenha sempre água consigo. E em quantidade!
A não esquecer:
Como ir: A cidade de acesso ao Death Valley é Las Vegas. Voos a partir de €700 com a Continental Airlines.
Quando ir: Nem pense sequer em ir entre maio e setembro, por causa do calor. Os meses de inverno são os melhores.
Onde ficar e comer: Para dormir e para as refeições, as opções limitam-se às existentes dentro do parque. As reservas devem ser feitas com meses de antecedência: www.stovepipewells.com , www.furnacecreekresort.com e www.deathvalley.com/psr . Não perder: A ida à Racetrack para observar as rochas que se movem.
*Este texto foi escrito nos termos do novo acordo ortográfico.