
D.R.
Olá a todos os leitores
da Caras que, assiduamente, seguem este espaço.
Já chegámos ao Peru. O bivouac
foi montado ao largo de Arequipa, uma das principais cidades deste país. Hoje
só terei a companhia dos restantes pilotos, já que as equipas de assistência
seguiram até Nazca, localidade que acolhe a próxima etapa do Dakar.
Mais uma vez, e como já vem sendo habitual, vamos encontrar areia. Amanhã, grande parte da especial será composta por longos cordões de dunas que, à primeira vista, nos parecem todos iguais. Por isso, devemos ir com atenção redobrada. Aliás, quando rolamos no deserto é necessária muita cautela porque é onde mais facilmente nos podemos perder. Sem dúvida, a navegação no deserto é uma das partes mais complicadas de toda a corrida. Inclusivé, porque em algumas etapas as referências do roadbook podem ser escassas e os perigos mal assinalados ou simplesmente nem sequer são referidos. Não nos podemos esquecer que o roadbook é feito por pessoas e, como é natural, podem ter erros. Assim, a nossa intuição é essencial nestas alturas. Os rastos dos pilotos que seguem à nossa frente também ajudam.
A concentração é também uma
importante aliada para não nos enganarmo-nos e cairmos numa armadilha que não
esperávamos. Durante cada etapa tento ao máximo ser cauteloso e nas pistas mais
perigosas tento redobrar ainda mais a atenção. Acima de tudo é preciso ter
noção dos perigos.
Um abraço
Hélder Rodrigues

D.R.