Poucas marcas conseguem transformar um desfile de moda num autêntico manifesto cultural como a Louis Vuitton. Para a apresentação da aguardada coleção Resort 2027, a maison francesa viajou até Nova Iorque, mergulhando de cabeça na energia vibrante e artisticamente intensa que definiu a cidade durante a década de 1980.
O cenário escolhido não podia ser mais emblemático: o museu The Frick Collection. Conhecido como um dos maiores símbolos da opulência da Gilded Age americana, o espaço ofereceu o contraste perfeito para a visão vanguardista do diretor criativo Nicolas Ghesquière (55). Foi precisamente neste embate entre a riqueza histórica do edifício e a efervescência urbana das ruas que o criador encontrou a moldura ideal para as suas novas propostas.
Na passadeira, a coleção afirmou-se através de uma construção teatral e maximalista das silhuetas. Os anos 80 surgiram reinterpretados em ombros dramaticamente marcados, volumes esculturais e uma paleta de cores saturadas que desafia os olhares mais discretos. Entre texturas elaboradas e estruturas quase arquitetónicas, saltaram à vista as referências explícitas ao trabalho do icónico artista Keith Haring (1958-1990).
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Glamour propositadamente exagerado
Os seus traços de Pop Art e grafismos urbanos ganharam vida em estampas aplicadas estrategicamente em vestuário, carteiras e calçado de luxo.
Com este glamour propositadamente exagerado, Ghesquière continua a expandir uma linguagem criativa muito própria, que funde diversas frentes artísticas e faz da moda uma extensão viva da própria metrópole que a inspira. Trata-se de uma coleção feita para colecionadores e apaixonados pela história da moda urbana.
Para que não perca nenhum pormenor sobre este acontecimento exclusivo, reunimos no carrossel de imagens acima os detalhes mais marcantes, os bastidores e as curiosidades que ajudam a decifrar a atmosfera magnética desta autêntica obra de arte da Louis Vuitton.









