
Máxima e Guilherme da Holanda
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Guilherme da Holanda subiu ao trono no passado mês de abril, depois de a sua mãe, a
princesa Beatriz abdicar.
Subentendia-se que em caso de morte ou incapacidade do rei, a sua mulher, a
rainha Máxima poderia reinar, mas
era necessário que essa decisão fosse aprovada pelo Parlamento holandês. E os
deputados, que se reuniram esta quinta-feira, dia 5, para debater a questão
concluíram que Máxima poderá reinar caso o soberano morra antes que a herdeira
do trono, a princesa Amália,
complete 18 anos. Na mesma reunião, o príncipe Constantino, irmão do rei, foi
também nomeado regente de reserva.
Esta situação só aconteceu uma vez na história da Holanda, quando a rainha Emma, segunda mulher do rei Guilherme III, assumiu as funções do
marido gravemente doente em 1890 até que a sua filha, a princesa Guilhermina atingisse a maioridade.
Depois da tragédia que a família real holandesa enfrentou este ano com a morte
do príncipe Johan Friso em agosto
deste ano, na sequência de um acidente de esqui sofrido em fevereiro de 2012,
na Áustria, é natural que exista a preocupação de formalizar todas estas
questões da sucessão o quanto antes.