
Esta semana a princesa Haya da Jordânia e o seu ex-marido, o emir do Dubai, regressaram ao tribunal para resolverem a questão da guarda dos dois filhos menores que têm em comum, Jalila, de 12 anos, e Zayed, de oito. Esta terça-feira, a princesa foi fotografada à chegada ao Tribunal Superior de Londres, de semblante carregado, acompanhada pela sua advogada, Fiona Shackleton.
Uma vez mais, Mohamed Bin Rashid Al Maktum não esteve presente, ainda que tenha deixado bem explícita a sua posição. No início da audiência o juiz leu um comunicado do emir, no qual este manifestava a sua firme oposição em que as sentenças fossem tornadas públicas, preferindo mantê-las em segredo.
Desta forma, a equipa legal que representa Al Maktoum considera que as sentenças “não devem ser publicadas”. “Os problemas surgem tendo em conta a especial posição do sheik Mohamed como soberano e chefe de um governo estrangeiro”, diz ainda a declaração. Cabe recordar que o ex-marido da princesa Haya acumula as funções de emir do Dubai e de primeiro-ministro dos Emirados Árabes Unidos.
Após ser lido o comunicado, o público que se encontrava presente para assistir à audiência foi obrigado a retirar-se e os jornalistas que quiseram manter-se na sala ficaram proibidos de gravar ou de divulgar qualquer parte do que aconteceu na audiência. O juíz já terá tomado uma decisão no que respeita à guarda dos menores, mas devido à exigência de confidencialidade, esta não foi tornada pública.
Recorde-se que entre as exigências da princesa está um pedido de proteção para evitar que os seus filhos sejam vítimas de casamentos forçados, assim como uma ordem de restrição contra o emir, com quem estava casada desde 2004.