
Harry terá de passar por um processo com muitas burocracias para “assentar” em Los Angeles, nos Estados Unidos. Para começar, terá de abrir uma conta bancária, o que não é uma tarefa fácil, visto que todas as agências estão encerradas desde 17 de março, devido ao “lockdown” na cidade para combater o surto pandémico de coronavírus.
O príncipe também terá de dirigir-se a um organismo da Social Security Administration, para fazer, presencialmente, o pedido de um número da segurança social. Alguns espaços têm gabinetes separados para celebridades, portanto é provável que o neto de Isabel II usufrua dessa comodidade. Depois, receberá um cartão da segurança social na sua residência.
De acordo com o jornal “Express”, acredita-se que o duque de Sussex tenha um visto B-1 ou B-2 (turistas), ou um visto A1 (diplomatas e funcionários de governos estrangeiros). Contudo, apenas o último lhe permitiria trabalhar na América, sublinhe-se, apenas em ocupações ligadas à diplomacia.
Como Harry é casado com uma cidadã americana e é pai de um menino com dupla nacionalidade, pode ter acesso a um cartão de residente permanente. Contudo, fontes próximas revelaram recentemente ao “The Times” que, por enquanto, não tem qualquer intenção de solicitar o documento. Este processo envolveria a duquesa como patrocinadora e poderia demorar até dois anos a ficar finalizado.
No que diz respeito aos impostos, o príncipe teria de preencher uma declaração de IRS, mesmo não tendo uma fonte de rendimento. Além disso, teria de fornecer informações sobre as suas contas bancárias, o que significa que o Estado poderia aceder a dados confidenciais sobre as finanças da realeza.
Há ainda a questão dos animais de estimação Guy, um Beagle, e Oz, um Labrador preto. O United States Public Health Service avisa que os cães que entram no país devem ser submetidos a um check-up de despiste de potenciais doenças. No caso de viajantes do Reino Unido, os donos devem apresentar provas orais ou escritas de que os animais ficaram num país de baixo (ou nenhum) risco de exposição à raiva canina por, pelo menos, seis meses ou desde o nascimento.