O primeiro aniversário da retirada do rei emérito Juan Carlos de Espanha da vida pública assinala-se esta terça-feira, dia 2 de junho, num momento complicado para o país, que começa agora voltar à ‘nova normalidade’, depois de várias semanas de confinamento devido à pandemia que tem afetado o mundo.
Este último ano, em que o rei se pôde dedicar mais aos seus hobbies, não tem sido fácil, tendo ficado marcado por um episódio triste para toda a família, a morte da infanta Pilar, irmã mais velha de Juan Carlos, que morreu a 8 de janeiro deste ano, vítima de um cancro no cólon.
Algum tempo depois o rei Felipe VI tomou a decisão histórica de cortar o vínculo com o pai, anunciando que este deixaria de receber a parte do Orçamento para a Casa Real que lhe cabia anualmente e que ele próprio renunciava à herança do pai, medidas tomadas após terem surgido na imprensa informações que davam conta de que o marido de Letizia era beneficiário da Fundação Lucum, pertencente a Juan Carlos, investigada por alegadamente ter recebido milhões de dólares provenientes da Arábia Saudita.
De recordar que o cenário escolhido para a despedida do rei emérito foi a praça de touros de Aranjuez, onde acompanhado por alguns elementos da sua família participou no seu último ato antes de dizer adeus à sua agenda oficial e iniciar uma nova etapa da sua vida. Nos cinco anos que se passaram entre a abdicação de Juan Carlos, em junho de 2014, e a sua retirada da vida pública, cinco anos mais tarde, o rei emérito participou em 120 atos oficiais, fez 30 discursos e nove viagens.