
Depois de uma batalha judicial que se arrastou durante sete anos, Delphine Boël foi finalmente reconhecida como filha do rei Alberto da Bélgica no passado mês de janeiro. Já no início deste mês de outubro, o tribunal decretou que recebesse o apelido do pai, Sajonia-Coburgo-Gotha, e também o título de princesa da Bélgica e o tratamento de Alteza Real.
Recentemente, e já como princesa, Delphine, acompanhada pelos seus advogados, deu uma conferência de imprensa durante a qual explicou que não procurava dinheiro, querendo apenas ser reconhecida pelo pai. No entanto, a artista plástica não conseguiu evitar emocionar-se quando lhe foi perguntado sobre se o marido a havia apoiado durante esta longa batalha. “Não esperava chorar”, começou por dizer, entre lágrimas. “Temos tentado rir-nos da minha situação, para levá-la da melhor forma possível. Acredito que os meus filhos estão contentes por verem a mãe feliz, uma mãe que não se deixou vencer. Espero ter dado um bom exemplo”, afirmou.
Durante a entrevista, Delphine destacou ainda o papel da sua mãe, a baronesa Sybille de Selys Longchamps, que “sofreu muito” durante todos estes anos com a situação, que “lhe custou a saúde”, segundo explicou a artista, que sublinhou ainda que todo este processo “tem sido como estar num campo de batalha”.
A princesa assegurou que continuará a dedicar-se à arte, tal como aconteceu até agora. “Não mudarei, mas vou sentir-me melhor no meu interior, mais livre, mais feliz, também pelos meus filhos”, afirmou, assegurando ainda que não pretende que se dirijam a ela como princesa, a não ser que esse título sirva para algum fim de beneficência. “Se houver alguma ONG ou associação que precise de mim e acredita que o título possa ajudar, ficarei feliz por poder fazer algo de bom com ele”, concluiu.