
O rei Guilherme da Holanda terá brevemente que tomar uma decisão que poderá colocar um ponto final nos seus dias como caçador, ou pelo menos não poderá continuar a caçar no mesmo local em que o fazia até agora, a apenas alguns quilómetros de casa.
Entre 15 de setembro e 25 de dezembro, o monarca costuma fechar ao público a reserva natural que existe perto do palácio de Het Loo, perto de Apeldoorn, para, entre outras coisas, regular o número de animais ali existentes e caçar. No entanto, parece que o hobbie de Guilherme neste local tem os dias contados, a menos que o próprio decida desembolsar uma quantia elevada.
O Estado holandês dá ao rei cerca de 4,7 milhões de euros a cada cinco anos para cuidar desta reserva natural, mas em contrapartida o monarca tem que cumprir algumas regras, como manter a reserva aberta ao público 358 dias por ano, um requisito que Guilherme, até hoje, nunca cumpriu.
Para continuar a receber este subsídio o rei terá que cumprir as normas, de acordo com a decisão tomada recentemente pelo Parlamento e pelo Ministério da Agricultura do país. Caso decida não o fazer, terá que fazer frente às despesas e manutenção do espaço com dinheiro seu e, em contrapartida, poderá ele próprio decidir quando quer abrir o parque ao público.
Esta decisão só será tomada no início de janeiro, pelo que este ano o monarca ainda pode desfrutar da caça durante três meses e na área total da reserva. Se decidir continuar a usar o dinheiro público para manter o local, passará a poder usar apenas um hectar dos 10.400 da extensão total do local e poderá fechar a reserva apenas sete dias por ano.