
Ghislaine Maxwell, amiga de confiança do falecido magnata Jeffrey Epstein, é acusada de ser cúmplice do empresário no caso de exploração e abuso de menores de que o próprio estava acusado quando morreu na prisão, em 2019. Maxwell é apontada como responsável por organizar encontros entre jovens, menores, e homens ricos e influentes, e sentou-se esta semana no banco dos réus, num tribunal em Nova Iorque.
O juiz chamou a testemunhar Larry Visoski, o antigo piloto de Epstein, que trabalhou para o magnata durante quase trinta anos, e este confirmou que a bordo do jato privado do empresário viajaram diversas personalidades importantes, entre as quais dois ex-Presidentes dos Estados Unidos, Bill Clinton e Donald Trump, além do príncipe André, o terceiro filho da rainha Isabel II.
Esta foi a primeira vez que uma testemunha citou o nome do duque de York durante o julgamento. O avião pilotado por Larry era o lugar onde, alegadamente, aconteciam os abusos. No que se refere ao príncipe André, Visoski não soube dizer com exatidão as datas em que viajou na aeronave, apenas que o fez em diversas ocasiões. O homem afirmou ainda que, apesar de ter visto pessoas a bordo do avião, nunca foi testemunha de nenhum desses atos contra as jovens, sublinhando que a porta da cabine estava sempre fechada, apesar de o magnata nunca o ter impedido de circular livremente pelo avião.
A princípio, tudo indicava que Ghislaine tentaria proteger os nomes mais influentes que estão ligados ao caso, como acontece com o príncipe André, mas parece ter mudado de estratégia, já que foi o seu próprio advogado quem questionou o piloto sobre se alguma vez tinha visto o duque de York a bordo do avião.
No que respeita a Ghislaine Maxwell, de 59 anos, continua a negar todas as acusações. “Não cometi nenhum crime”, afirmou, em tribunal.