
Desde que se tornaram pais da princesa Leonor, em 2005, e depois da infanta Sofía, em 2007, os reis de Espanha sempre se mostraram muito protetores em relação às filhas, que aparecem publicamente em contadas ocasiões. No entanto, se muitos eram os que censuravam esta proteção de Felipe VI e Letizia em relação às filhas, que consideravam excessiva, parece que grande parte dos espanhóis está de acordo com que Leonor não tenha uma vida pública tão exposta, pelo menos até atingir a maioridade.
De acordo com as sondagens feitas pelo instituto IMOP, em parceria com a revista espanhola Vanitatis, 22,5% dos inquiridos afirma que a princesa das Astúrias deveria ter mais atividade pública, enquanto 77,5% refere que tal não deve acontecer até que Leonor atinja a maioridade, o que acontecerá dentro de um ano e meio, aproximadamente.
Por outro lado, de acordo com os resultados do inquérito, a princesa terá um longo caminho pela frente no que respeita a questões de proximidade. Os espanhóis, na sua maioria, não duvidam que Leonor venha a ocupar o trono um dia, mas mostram que é necessário que se esforce bastante para passar uma imagem mais próxima da população, algo que, de acordo com os resultados, os seus pais Felipe VI e Letizia, não têm feito.
Mais ainda, a camada de população que a princesa precisa realmente de “convencer” é a sua própria geração, a juventude, que é a que menos defende a monarquia e a que menos se identifica com a figura de Felipe VI.
À semelhança com o que acontece com William e Kate no Reino Unido, que conquistam a população com a sua forma de estar, descontraída, simpatia e proximidade, também Leonor terá que lhes seguir o exemplo, se pretender conquistar o apoio dos espanhóis nos próximos anos.