Após o escândalo sexual que envolveu o magnata Jefffrey Epstein e o príncipe André, a rainha Isabel II decidiu retirar, em janeiro deste ano, todas as funções reais ao duque de York e negar-lhe o uso do tratamento de Alteza Real. Durante este período conturbado e polémico, o príncipe contou com o apoio das suas duas filhas, as princesas Beatrice e Eugenie, e da ex-mulher, Sarah Ferguson.
Segundo adiantado ao The Sun, as filhas dos duques de York solicitaram um encontro com o herdeiro da coroa britânica, o príncipe Carlos, no Brikhall Estate, em Aberdeenshire, Escócia, para interceder a favor do seu pai, para que este pudesse reaver os seus deveres na Casa Real.
Carlos ouviu os apelos feitos por Beatrice e Eugenie, mas decidiu respeitar a decisão a tomada pela rainha. Segundo noticiado pelo The Sun, a resposta foi: “Não há qualquer hipótese”.
De acordo com a informação de uma fonte ao The Sun, “o príncipe André quer e precisa desesperadamente de fazer alguma coisa com a sua vida”. A mesma fonte acrescentou ainda ao jornal britânico que, desde da polémica envolvendo Epstein, que lhe custou os deveres reais, André ficou quase sem nada. Eugenia e Beatriz, sendo próximas do pai, recorreram ao tio numa tentativa de o ajudar.
Recorda-se que Epstein foi acusado de violação por parte da advogada americana Virgínia Roberts Giuffre, num caso que remonta a uma altura em que a mulher era ainda menor de idade. O empresário, amigo de príncipe André, foi acusado por crimes sexuais contra menores e assédio sexua, tendo morrido na prisão em agosto de 2019. Nesse mesmo ano, a imagem pública do duque de York ficou ainda mais prejudicada após uma entrevista a Emily Maitlis para o programa “Newsnight”, da BBC. Nessa entrevista, André procurava justificar a sua amizade com Epstein, o que acabou por não o beneficiar.