
Com data de lançamento marcada para 10 de janeiro do próximo ano, o livro de memórias do príncipe Harry paira sobre família real como uma nuvem negra e o ainda curto reinado de Carlos III poderá sofrer um abalo num futuro próximo. De acordo com a especialista em realeza Katie Nicholl, a rainha consorte, Camilla, mostrou-se preocupada com a possibilidade de o livro de memórias de Harry causar um novo escândalo na família real britânica e, consequentemente, prejudicar a reputação e o reinado do marido, uma opinião partilhada pelo comentador real Neil Sean.
“A rainha Camilla está resignada com o facto de Harry, aparentemente, não a retratar de forma muito gentil no livro. Contudo, ela não está tão preocupada consigo mesma. Referiu que pode aceitar a forma como é tratada, uma vez que já enfrentou o escrutínio da imprensa no passado”, referiu Sean, acrescentando que a rainha teme mais pelo impacto que o livro de memórias terá no marido, Carlos III que “nos últimos dois anos perdeu o pai e, recentemente, sua amada mãe”.
Este livro vem numa altura em que tudo levava a crer que as relações entre os duques de Sussex e a restante família podiam melhorar, após estes terem permanecido em Londres na altura da morte da rainha Isabel II, para participarem nas cerimónias fúnebres.
“Spare“, a autobiografia de 416 páginas sobre a vida do príncipe, é descrita por vários especialistas reais como uma “bomba” que procura vingança pela forma como Harry, a mulher, Meghan, e os filhos foram tratados pela restante família real.
Nicholl acrescenta ainda que o livro pode trazer consequências negativas para os duques de Sussex. Recorda-se que o futuro de Harry foi recentemente discutido no Parlamento e que os filhos, Archie e Lilibet, podem não receber os títulos de príncipe e princesa, que se esperaria que fossem atribuídos pelo rei.