Um novo episódio relacionado com a segurança da família real britânica marcou os bastidores da monarquia este fim de semana. De acordo com informações avançadas pelo tabloide britânico The Sun, até 30 agentes armados da unidade especial encarregada da proteção da realeza estão sob investigação após denúncias de que alguns terão adormecido em serviço enquanto asseguravam a proteção do Rei Carlos III (77) no Castelo de Windsor.
Segundo a publicação britânica, além das acusações relacionadas com agentes a dormir durante o turno, existem também relatos de polícias que terão registado presença sem depois comparecerem nos postos de vigilância atribuídos. A investigação decorre sob responsabilidade da Direção de Padrões Profissionais da Polícia Metropolitana de Londres.
O Palácio de Buckingham já terá sido oficialmente informado sobre o episódio, embora a família real mantenha discrição pública em torno do caso. Até ao momento, nenhum membro da monarquia comentou o assunto.

Segurança da realeza volta ao centro das atenções
A polémica ganhou dimensão adicional porque o Castelo de Windsor já enfrentou outros incidentes preocupantes nos últimos anos. Em 2021, um intruso armado com uma besta conseguiu entrar no castelo no dia de Natal e afirmou que pretendia atacar a Rainha Isabel II. Mais recentemente, registaram-se também invasões e furtos nas imediações da propriedade real.
Fontes citadas pela imprensa britânica descrevem o episódio atual como “extremamente embaraçoso” para as forças de segurança do Reino Unido, sobretudo por envolver uma das estruturas de proteção mais importantes do país. A unidade sob investigação integra o grupo especializado da Polícia Metropolitana responsável pela proteção direta da família real e de altas figuras do Governo britânico.
Ainda segundo o The Sun, as autoridades avaliam a possibilidade de alguns agentes serem temporariamente afastados das funções enquanto decorre a investigação. O organismo independente de supervisão da polícia britânica também já foi informado sobre o caso.
Apesar da situação, Carlos III continua a cumprir compromissos públicos de forma gradual e discreta nesta nova fase. Nos bastidores, porém, o episódio voltou a alimentar o debate em torno da pressão enfrentada pelas equipas responsáveis pela segurança da monarquia, sobretudo num período de intensa exposição internacional da família real britânica.
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