A morte trágica de Manú (43) está a deixar o futebol português mergulhado numa profunda consternação. O antigo extremo, que perdeu a vida no passado sábado, 11 de julho, na sequência de um violento acidente de viação, está a ser alvo de uma enorme onda de luto e homenagem por parte de adeptos, clubes e antigos companheiros de equipa.
Entre as várias demonstrações de dor que inundam as redes sociais, o desabafo em vídeo de Edinho Silva (44) tornou-se um dos testemunhos mais comoventes. Visivelmente lavado em lágrimas, o ex-internacional português partilhou uma reflexão tocante sobre a efemeridade da vida, impulsionado pela perda repentina do amigo.
”Há notícias que não nos partem apenas o coração, mas partem as desculpas também. Partem aquela ilusão que ainda há tempo (…)”, desabafou o antigo avançado, alertando para a facilidade com que a rotina nos faz adiar os afetos. “No meio dessa corrida, adiamos o abraço, adiamos a visita, o ‘gosto de ti’ (…) como se o tempo nos pertencesse. Não pertence”.
Edinho Silva sublinhou ainda que o verdadeiro legado de alguém reside no impacto humano que deixa e não nos bens materiais. “Ninguém será lembrado pelo saldo da conta bancária, pelos títulos que tem. (…) A morte é uma honestidade brutal. Ela coloca tudo no lugar”, concluiu, apelando a todos para que não hesitem em demonstrar amor no presente.
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A notícia do trágico desaparecimento do antigo futebolista foi avançada originalmente pelo portal Flashscore e, pouco tempo depois, confirmada em comunicado pelo FC Alverca, emblema onde o atleta se estreou no futebol profissional em 2001. Também o Sport Lisboa e Benfica expressou publicamente um “profundo pesar” pelo antigo extremo, que defendeu a camisola das ‘águias’ na temporada de 2006/2007.
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Antes de chegar à Luz, Manú deu brado no futebol nacional ao serviço do Estrela da Amadora, tendo mais tarde rumado à Madeira para representar o Marítimo entre os anos de 2008 e 2010. Além-fronteiras, o jogador construiu um percurso rico com passagens por Itália, Grécia, Chipre e China, destacando-se a sua estada na Polónia, onde conquistou duas Taças consecutivas ao serviço do Legia Varsóvia.
O desaparecimento prematuro do antigo jogador deixa um vazio indelével no desporto luso.