A mais recente aparição pública de Mette-Marit (52) deixou a Noruega em alerta — e não apenas pela imagem invulgar. A princesa herdeira surgiu com uma cânula nasal de oxigénio durante as celebrações do Dia da Constituição, reacendendo dúvidas sobre o verdadeiro estado da sua saúde e a progressão da doença que enfrenta há vários anos.
Ao lado do príncipe Haakon (52), Mette-Marit mostrou-se serena e sorridente, mas o dispositivo médico, visível e constante, acabou por se tornar o centro das atenções. Mais do que um detalhe, o suporte de oxigénio é visto como um sinal claro de que a sua condição poderá estar a evoluir para uma fase mais exigente.

Um sinal que vai além da imagem
Diagnosticada em 2018 com fibrose pulmonar crónica, uma doença degenerativa e incurável, a princesa tem vivido entre períodos de estabilidade e fases de maior fragilidade. Esta condição provoca cicatrizes nos pulmões, reduzindo progressivamente a capacidade respiratória e dificultando a absorção de oxigénio pelo organismo.
Na prática, mesmo tarefas simples podem tornar-se extenuantes. Em repouso, os sintomas podem ser menos evidentes, mas qualquer esforço físico tende a expor as limitações impostas pela doença — um detalhe que ajuda a explicar o recurso ao oxigénio em eventos públicos.
Nos últimos meses, os próprios médicos têm reconhecido uma aceleração inesperada da progressão da doença. Exames recentes indicaram um declínio na função pulmonar, levando a equipa clínica a iniciar os preparativos para uma eventual inclusão de Mette-Marit na lista para transplante de pulmão — uma solução considerada apenas em estágios mais avançados.
Entre dever e enfermidade
Apesar do quadro clínico exigente, a princesa tem insistido em manter a sua presença institucional, ainda que com uma agenda adaptada. Esta tentativa de equilíbrio entre o dever e a fragilidade física tem marcado os últimos anos da sua vida pública.
A aparição com suporte de oxigénio surge, assim, como um momento simbólico: por um lado, evidencia a sua determinação em continuar ativa; por outro, expõe de forma inevitável a realidade de uma doença que já não consegue ser disfarçada.
Num período já marcado por polémicas familiares e pressões mediáticas, a saúde de Mette-Marit volta a assumir o protagonismo — agora com uma imagem que fala por si e que levanta uma questão inevitável: até que ponto conseguirá continuar a cumprir o seu papel antes de dar prioridade absoluta ao tratamento?
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