O príncipe Harry (41) provou ser um homem romântico ao escolher o presente para assinalar o aniversário de casamento da mulher, Meghan Markle (44). O casal completou oito anos de união e o príncipe presenteou a sua amada com um objeto repleto de significado sobre o amor e a relação de ambos: uma escultura com dois pinguins num ambiente de romance. A obra de arte, da autoria da artista Georgia Gerber (71), representa um casal de pinguins-rei. A peça está avaliada em 3.900 euros, cerca de 4 mil.
Ao receber o presente, a duquesa de Sussex ficou genuinamente encantada e recordou a história destas aves na relação do casal. “Quando ficámos noivos, fizémos uma festa com os nossos amigos e vestimo-nos de pinguins, porque eles ficam juntos a vida inteira”, revelou. De facto, os pinguins são conhecidos por escolherem um parceiro e manterem-se fiéis ao longo da vida.
O amor dos pinguins é real?
A imagem de um casal de pinguins a caminhar lado a lado no gelo mexe com o imaginário popular e ilustra frequentemente cartões do Dia dos Namorados. Considerados os maiores símbolos de amor duradouro do reino animal, estes animais encantam pela dedicação mútua. No entanto, por trás de tanta ternura, a ciência revela que o amor dos pinguins é, na verdade, uma das estratégias de sobrevivência mais bem-sucedidas do planeta, unindo romantismo, trabalho em equipa e até algumas traições pelo caminho.
O processo de conquista entre algumas espécies, como o pinguim-papua, parece saído diretamente de uma comédia romântica. Quando o macho escolhe a sua parceira, caminha pela praia em busca da pedrinha mais lisa e perfeita que conseguir encontrar. Ao achar o tesouro, deposita-o delicadamente aos pés da fêmea. Se ela aceitar o presente, coloca a pedra no ninho, oficializando a união. Este gesto singelo dá início a uma parceria que, em muitos casos, vai durar uma vida inteira, enfrentando as condições mais extremas do planeta.

A ciência por trás do mito da fidelidade eterna
Embora a cultura pop adore pintar os pinguins como eternos apaixonados, investigações recentes no campo da biologia trazem cambiantes curiosas sobre esta monogamia. Na verdade, os cientistas classificam a maioria das espécies como monogâmicas sociais e sazonais. Isto significa que são extremamente fiéis e dedicados um ao outro durante toda a temporada de reprodução, mas podem mudar de parceiro no ano seguinte se o antigo companheiro demorar a regressar da migração ou se o casal não tiver tido sucesso a chocar o ovo na temporada anterior.
Ainda assim, existem exemplos impressionantes de casais que mantêm o compromisso ano após ano. No Oceanário de Lisboa, por exemplo, um casal de pinguins-de-magalhães celebrou 25 anos juntos. Já os pinguins-de-penacho-amarelo costumam reencontrar-se no mesmo ninho a cada verão, provando que a distância de milhares de quilómetros percorrida no mar durante o inverno não apaga a memória do parceiro.
Divisão de tarefas exemplar e companheirismo
O principal motivo que faz dos pinguins o símbolo ideal de um relacionamento duradouro é a forma como dividem a rotina. Criar uma cria na Antártida ou em ilhas isoladas é uma tarefa árdua. No caso do pinguim-imperador, a fêmea põe o ovo e parte para o mar em busca de comida, enquanto o macho enfrenta meses de inverno rigoroso e jejum absoluto para manter o ovo aquecido em cima das suas patas. Quando a mãe regressa, revezam-se nos cuidados e na alimentação da cria. Sem esta coordenação perfeita e uma absoluta confiança mútua, a prole não sobreviveria, mostrando que o amor no mundo dos pinguins é sinónimo de uma parceria real.