A divulgação de fotografias inéditas e intimistas do casamento de Meghan Markle (44) e do príncipe Harry (41) voltou a colocar a Duquesa de Sussex no centro das atenções internacionais. Desta vez, porém, a discussão ultrapassa a simples nostalgia em torno da família real britânica. Segundo a análise da jornalista e especialista em realeza Alison Boshoff (50), do Daily Mail, a iniciativa integra uma estratégia cuidadosamente delineada com vista ao reforço financeiro da marca de lifestyle de Meghan, a As Ever.
A observação da colunista britânica surgiu depois de Meghan ter partilhado dezenas de imagens inéditas dos bastidores da cerimónia com Harry, celebrada a 19 de maio de 2018, em Windsor. O pormenor que mais chamou a atenção foi, contudo, a coincidência comercial: ao mesmo tempo que as fotografias emocionavam admiradores da realeza, a conta oficial da As Ever promovia a vela perfumada premium “Signature Candle No. 519”, comercializada por 64 dólares — uma referência direta à data do casamento, 19 de maio (5/19 no formato norte-americano).
Para Alison Boshoff, o gesto revelou muito mais do que uma celebração pessoal. A especialista considera que a divulgação das imagens não ocorreu apenas por motivos afetivos ou comemorativos, mas antes como uma ação de marketing concebida com o objetivo de converter a memória do casamento real num instrumento de notoriedade e vendas. Na perspetiva da jornalista, Meghan recorreu ao forte apelo emocional da cerimónia histórica para captar atenções para o comércio online da marca.
O tema ganhou repercussão precisamente por tocar num ponto sensível do percurso dos Sussex: a relação entre o afastamento da monarquia britânica e a monetização da imagem pública do casal. Desde que abandonaram oficialmente as funções reais, Meghan e Harry passaram a construir uma carreira independente assente em contratos mediáticos, produções audiovisuais e projetos ligados ao entretenimento e ao universo do lifestyle.

Marca atravessa fase decisiva
Ainda de acordo com a análise publicada pelo Daily Mail, este poderá ser um período determinante para a As Ever. A marca, dedicada a produtos para o lar, bem-estar e estilo de vida, nasceu após a reformulação da antiga American Riviera Orchard, um projeto que enfrentou dificuldades de consolidação e atrasos relacionados com o registo da marca nos Estados Unidos.
Fontes próximas da indústria do entretenimento indicam que existe atualmente uma pressão significativa para que o negócio se torne finalmente altamente rentável. Após o fim de contratos milionários no passado — como o acordo com o Spotify — as expectativas em torno da operação comercial de Meghan aumentaram de forma considerável.
Na leitura de Boshoff, a empresa chegou a um momento crucial: precisa de demonstrar rapidamente viabilidade financeira para sustentar o estilo de vida e o império comercial construído pelos Sussex na Califórnia. A crítica sugere que o casal já não poderá depender apenas da curiosidade pública ou do impacto mediático dos seus nomes para preservar relevância comercial.
De forma discreta, Meghan parece apostar precisamente naquilo que continua a despertar maior fascínio à escala global: os bastidores da realeza britânica. Para especialistas do setor, a transformação da memória de um dos casamentos mais mediáticos do século numa estratégia de branding demonstra como nostalgia, imagem pública e mercado passaram a caminhar lado a lado nesta nova fase da duquesa.
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