Quase três décadas após a sua morte, a princesa Diana continua a suscitar fascínio em todo o mundo. Desta vez, é um documento raro e profundamente pessoal que devolve o nome da antiga princesa de Gales à atualidade. Uma carta manuscrita de Lady Di, datada de novembro de 1995, foi colocada à venda pela leiloeira britânica Reeman Dansie, especializada em antiguidades e objetos associados à realeza.
A carta foi enviada a um admirador identificado como Michael Barratt, numa fase particularmente sensível da vida da princesa. Na altura, Diana tinha acabado de conceder a histórica entrevista ao programa Panorama, da BBC, na qual falou abertamente sobre o colapso do casamento com o então príncipe Carlos e sobre os desafios de educar os filhos sob o escrutínio permanente da opinião pública.
No texto, Diana agradece o apoio recebido e partilha uma reflexão emotiva sobre a educação dos príncipes William (43) e Harry (41). A princesa manifesta a preocupação de criar os filhos com valores assentes na empatia, na sensibilidade e na importância de uma comunicação genuína e profunda — uma dimensão emocional que sempre marcou a sua imagem pública e reforçou a ligação singular que mantinha com o povo britânico.
O conteúdo da carta ganhou ainda maior destaque entre os admiradores da família real numa altura em que a relação entre William e Harry continua marcada pelo afastamento. Vários meios de comunicação internacionais sublinharam o simbolismo das palavras escritas por Diana há mais de 30 anos, sobretudo pelo desejo expresso de ver os filhos emocionalmente unidos, apesar das pressões inerentes à vida pública.

Memória de Diana continua a mobilizar admiradores
Segundo informações divulgadas pela própria leiloeira, a carta foi escrita apenas uma semana após a entrevista à BBC e inclui o envelope manuscrito pela própria Diana, bem como papel timbrado oficial do Kensington Palace — pormenores que reforçam significativamente o valor histórico e afetivo da peça.
O documento deverá alcançar valores entre os 4 mil e os 6 mil dólares — cerca de 3.700 a 5.500 euros — consolidando-se como um dos objetos mais simbólicos ligados à memória da princesa. Em paralelo, outra coleção inédita relacionada com Diana encontra-se também disponível através da leiloeira Gorringe’s. Entre os artigos destacam-se fotografias espontâneas, cartas manuscritas e recordações pertencentes a Katherine Hanbury (65), amiga de infância de Lady Di.
Entre os objetos mais curiosos recentemente revelados encontram-se ainda documentos utilizados pelo Madame Tussauds, na década de 1990, para a criação da icónica figura de cera da princesa. As anotações incluem detalhes sobre o cabelo, o tom de pele, a maquilhagem e as medidas exatas usadas pela equipa responsável pela reprodução da imagem de Diana.
Mesmo passados quase 30 anos sobre a sua morte, Lady Di continua a ser uma das figuras mais carismáticas e admiradas da história contemporânea da monarquia britânica. A capacidade de humanizar a realeza, aliada ao forte envolvimento em causas sociais e à proximidade demonstrada para com o público, continua a alimentar o interesse em torno da sua vida.
A princesa morreu tragicamente a 31 de agosto de 1997, aos 36 anos, na sequência de um acidente de automóvel em Paris. Desde então, a sua memória permanece viva não apenas através dos filhos, William e Harry, mas também por meio de relatos, imagens e documentos que ajudam a revelar facetas mais íntimas da mulher por detrás do título real.
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