A decisão da princesa Ingrid Alexandra (22) de regressar à Noruega para estar ao lado da mãe, a princesa herdeira Mette-Marit (52), está a dominar a atualidade da realeza nórdica. No entanto, a mudança académica da jovem acabou por desencadear uma nova polémica que está a dar que falar no país.
A futura herdeira ao trono norueguês encontrava-se a frequentar uma licenciatura em Relações Internacionais e Economia Política na Universidade de Sydney, na Austrália, quando a degradação do estado de saúde da mãe levou a família a tomar uma decisão difícil. Ingrid Alexandra regressou a Oslo e passará o semestre de outono de 2026 na Universidade de Oslo, através de um programa de intercâmbio entre as duas instituições.
Uma decisão motivada pela saúde de Mette-Marit
O anúncio surge numa altura particularmente delicada para a Casa Real da Noruega. Recentemente, foi confirmado que Mette-Marit foi colocada na lista de espera para um transplante pulmonar devido ao agravamento da fibrose pulmonar crónica de que sofre desde 2018.
A situação levou também o príncipe herdeiro Haakon (52) a reorganizar a sua agenda oficial, reduzindo deslocações dentro e fora do país para permanecer junto da mulher durante este período de grande incerteza.
Segundo explicou o próprio herdeiro ao trono, o regresso de Ingrid Alexandra está diretamente relacionado com a situação familiar. A princesa pretende estar perto da mãe numa das fases mais difíceis que a família enfrenta.

A vaga universitária que levantou questões
Contudo, a transferência da jovem para a Universidade de Oslo não passou despercebida. Dias após o anúncio oficial, surgiram notícias de que o pedido de intercâmbio teria sido submetido depois do prazo inicialmente estabelecido pela instituição.
De acordo com informações divulgadas pelo jornal universitário Uniforum, o período oficial para candidaturas de estudantes de intercâmbio terminou a 1 de maio. Já a nomeação da Universidade de Sydney para Ingrid Alexandra terá chegado apenas a 8 de maio.
A revelação alimentou críticas e especulações sobre um eventual tratamento privilegiado à princesa. No entanto, responsáveis da Universidade de Oslo esclareceram que a flexibilidade em casos de candidaturas recebidas alguns dias após o prazo é uma prática já existente e aplicada regularmente a instituições parceiras internacionais.
A Universidade de Oslo fez questão de sublinhar que a admissão da princesa ocorreu ao abrigo do acordo de intercâmbio que mantém com a Universidade de Sydney desde 2001.
A reitora Ragnhild Hennum (58) deu ainda as boas-vindas à jovem estudante, destacando a qualidade académica da Faculdade de Ciências Sociais e garantindo que Ingrid Alexandra será recebida como qualquer outro aluno integrado no programa.
Apesar dos esclarecimentos, a questão continua a dividir opiniões na Noruega, numa altura em que a família real enfrenta uma das suas fases mais sensíveis dos últimos anos.
Família real unida perante um momento difícil
Enquanto a discussão em torno da universidade continua a gerar manchetes, o foco permanece inevitavelmente na saúde de Mette-Marit. As recentes imagens da princesa herdeira com apoio respiratório e a confirmação da necessidade de um transplante pulmonar aumentaram a preocupação dos noruegueses.
Perante este cenário, o regresso de Ingrid Alexandra é visto por muitos como um gesto de proximidade e apoio familiar. Ainda assim, a mudança académica da futura rainha acabou por transformar uma decisão pessoal numa nova polémica para a monarquia liderada pelo rei Harald (89).
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