O caso que está a abalar os alicerces da monarquia norueguesa sofreu uma reviravolta dramática esta quarta-feira, 10 de junho. Um tribunal de recurso anulou a decisão de libertação provisória de Marius Borg Høiby (29), o filho mais velho da princesa herdeira Mette-Marit (52), que se encontra detido em prisão preventiva desde o início de fevereiro, acusado de violação e violência contra várias mulheres.
Na passada segunda-feira, um juiz de primeira instância tinha ordenado a libertação do jovem, de 29 anos, por motivos humanitários, permitindo que este aguardasse o desfecho do processo junto da mãe, cujo estado de saúde é atualmente muito frágil. Contudo, a decisão foi imediatamente travada pelo recurso apresentado pelo Ministério Público, nunca tendo chegado a ser efetivada.
Risco de cometer novos crimes dita permanência na prisão
Na decisão proferida esta quarta-feira, o tribunal de recurso de Oslo foi implacável e justificou a manutenção da medida de coação mais grave. “Ainda existe uma alta probabilidade de que Marius Borg Høiby cometa novos crimes se for libertado”, sustentou o coletivo de juízes.
A defesa de Høiby não escondeu a frustração com o desfecho do recurso. Em declarações à agência AFP, o advogado Petar Sekulic afirmou que a equipa jurídica está “extremamente dececionada” e revelou que já estão a “considerar um recurso” para o Supremo Tribunal.
Marius Borg Høiby — fruto de uma relação anterior ao casamento da mãe com o príncipe herdeiro Haakon (52), em 2001 — nasceu e cresceu no seio da família real, embora sem títulos oficiais, e enfrenta agora o momento mais delicado da sua vida, com a leitura do veredicto final marcada já para a próxima segunda-feira.

O drama de Mette-Marit na lista de transplantes
A par do escândalo judicial, a família real norueguesa enfrenta uma grave crise de saúde. Nos últimos meses, o estado da princesa Mette-Marit, que sofre de uma fibrose pulmonar crónica e incurável, deteriorou-se consideravelmente. A situação clínica da mãe de Marius tornou-se de tal forma crítica que os médicos decidiram integrá-la na lista de espera para um transplante pulmonar urgente.
Era precisamente este cenário de debilidade da progenitora que a defesa pretendia utilizar para garantir a saída de Marius Borg Høiby da prisão. Com o tribunal a fechar as portas à liberdade provisória, o jovem assistirá na prisão ao desfecho de um julgamento que captou as atenções de toda a Europa.
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