A confirmação oficial chegou do Palácio de Kensington: a partir de setembro, o príncipe George (12) deixará o conforto da Lambrook School, em Berkshire, para ingressar no histórico Eton College. A decisão, que mantém o jovem herdeiro na linha de sucessão escolar seguida pelo pai e pelo tio, não é apenas um marco simbólico na vida da família real britânica — é também um investimento financeiro de relevo.
A exclusividade de Eton tem um preço, e este não está ao alcance de todos. Com cerca de 1.350 alunos por ano, o internato fundado em 1440 é um bastião de elite, tradição e influência política. Para garantir um lugar num dos 25 edifícios da instituição, os pais dos alunos desembolsam anualmente um valor que ultrapassa os 70 mil euros — um montante pago, habitualmente, em três prestações ao longo do ano letivo.
Este valor astronómico, que se traduz em mais de 340 mil reais, reflete não só a excelência académica da instituição, que já formou 20 primeiros-ministros britânicos, mas também o acesso a uma rede de contactos e a um ambiente de rigoroso prestígio, essencial na preparação daquele que um dia será o monarca de Inglaterra.
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A escolha entre a tradição e a modernidade
Durante meses, a imprensa britânica especulou sobre o futuro académico de George. Fontes próximas da família real indicavam que a princesa de Gales, Kate Middleton (44), terá valorizado, num primeiro momento, a hipótese de uma educação mista e menos convencional, à semelhança do seu próprio percurso académico no Marlborough College.
Contudo, a balança acabou por pender para o caminho trilhado por William (43) e Harry (41). Fatores como a proximidade com a residência oficial da família em Windsor, a segurança reforçada e a experiência positiva do pai no internato acabaram por ditar a decisão final.

O peso da coroa
A transição para Eton surge num momento em que o príncipe George, agora com 12 anos, assume um papel cada vez mais público. A entrada num internato desta envergadura não é apenas uma mudança de escola; é o passo definitivo de um jovem príncipe que, longe dos olhares constantes, terá de lidar com o peso de uma herança histórica, enquanto a família Windsor tenta, uma vez mais, o difícil equilíbrio entre a exigência da tradição e os desejos de uma vida o mais normal possível para os filhos.
Para os observadores da realeza, a questão permanece: se o custo é elevado para a elite britânica, para o futuro rei, o valor de Eton mede-se, sobretudo, na preparação para o trono que um dia ocupará.