Kate Middleton (44) recorreu à sua escrita para deixar uma mensagem clara aos pais e educadores de todo o mundo. Num momento em que o Reino Unido debate a proibição das redes sociais para menores de 16 anos, a Princesa de Gales surge como uma voz ativa, partilhando as lições que retirou da sua recente visita ao centro educativo de Reggio Emilia, em Itália.
No ensaio, a Princesa revela a simplicidade da sua filosofia de vida. Ao ser questionada por um pai sobre qual seria a “única coisa” que poderia mudar o futuro das crianças, Kate não hesitou: “A minha resposta é simples: priorizar o amor”.
Para a Princesa, este amor não reside em gestos grandiosos, mas no “amor tranquilo e incondicional”, construído na paciência do dia a dia e na alegria das pequenas coisas. É precisamente este equilíbrio que Kate tenta incutir nos seus próprios filhos, o Príncipe George (12), a Princesa Charlotte (11) e o Príncipe Louis (8), cujas regras domésticas incluem uma estrita limitação — ou proibição — do uso de telemóveis.
“Num mundo cada vez mais digitalizado, onde grande parte da vida é mediada por ecrãs, a necessidade de uma conexão humana genuína nunca foi tão grande”, escreve a Princesa. Kate argumenta que, ao passarmos tempo na natureza ou a desenvolvermos a criatividade, nutrimos competências que “não podem ser digitalizadas“: a empatia, a humildade e a consciência do outro.
Inspirada pelo método italiano
A viagem a Reggio Emilia foi o mote para estas reflexões. A Princesa ficou rendida à abordagem pedagógica desta região, que coloca a criança no centro e eleva a natureza ao estatuto de “terceira professora”.
Kate recorda a “abertura natural” e a “curiosidade” das crianças que conheceu, descrevendo-as como um lembrete das melhores qualidades da humanidade. O seu objetivo é agora transformar esta visão numa missão global. Segundo o The Royal Foundation Centre for Early Childhood, a Princesa quer colocar a primeira infância no topo da agenda internacional, tratando o desenvolvimento infantil com a mesma urgência que questões globais como as alterações climáticas.
“Se a cura na terceira idade consiste em redescobrir as nossas conexões mais importantes, talvez a verdadeira tarefa seja garantir que elas nunca se percam”, conclui a Princesa, reafirmando o seu compromisso em criar ambientes que permitam às crianças “prosperar no mundo atual”.
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