A presença de Hisako Takamado (72) não é uma surpresa para quem acompanha o futebol internacional. Membro da Família Imperial Japonesa e presidente honorária da JFA (Federação Japonesa de Futebol), a Princesa é uma presença assídua em todas as fases finais dos Mundiais desde 1998.
A ligação da Princesa Takamado ao futebol vai muito além do protocolo real. O seu compromisso com a modalidade é uma forma de honrar a memória do seu falecido marido, o Príncipe Norihito Takamado (1954-2002). O Príncipe, que faleceu em 2002, foi uma das figuras centrais na promoção e profissionalização do futebol no Japão, sendo amplamente reconhecido como o grande impulsionador da modalidade no país.
Ao marcar presença no México para o milésimo jogo da história dos Mundiais — um marco que coloca Monterrey no mapa dos grandes acontecimentos desportivos —, a Princesa Hisako continua a cumprir o papel de “guardiã” deste legado, unindo a tradição da casa imperial à paixão das massas pelo futebol.
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Nas bancadas, ao lado da história
Durante a partida entre Japão e Tunísia, a Princesa foi fotografada ao lado do presidente da FIFA, Gianni Infantino (56), e de representantes da federação tunisina. A sua presença trouxe um tom de sobriedade e celebração a um dia que, por si só, já era histórico para a FIFA.
Para a maioria dos adeptos, o jogo foi apenas mais uma partida da fase de grupos. Para a Princesa Hisako, foi a continuação de uma tradição que já dura quase três décadas. Enquanto os atletas corriam no relvado mexicano, a realeza nipónica assistia, atenta, a mais um capítulo da história que começou há quase 100 anos, na primeira edição do Mundial, e que hoje vive o seu apogeu com o alcance global sem precedentes do torneio de 2026.
Esta viagem ao México não é apenas um compromisso oficial; é o reflexo de uma devoção que tornou a Princesa Takamado num dos rostos mais queridos e respeitados de todos os Mundiais das últimas décadas.
