O céu sobre a região de Phnom Penh apresentava um tom leitoso esta sexta-feira, 3 de julho, quando uma aeronave proveniente da China tocou a pista do Aeroporto Internacional Techo. A bordo, Norodom Sihamoni (73), o Rei do Camboja, regressava finalmente ao seu país. Aos 73 anos, e acompanhado pela mãe, a Rainha Norodom Monineath Sihanouk (90), o monarca desceu os degraus da escada com agilidade, pisando o solo cambojano após vários meses de ausência.
O regresso marca o fim de um período de incerteza que abalou a nação. Em abril passado, o Camboja recebeu com estupefação a notícia de que o monarca enfrentava um diagnóstico de cancro da próstata. O tratamento exigiu uma deslocação urgente para Pequim, onde o Rei foi submetido a uma cirurgia bem-sucedida a 20 de abril.
Na altura, através de um comunicado oficial lido pela televisão estatal, Norodom Sihamoni dirigiu-se ao seu povo com serenidade: “A equipa médica pediu-me para permanecer na China e não posso regressar ao Camboja por enquanto. Tenho de permanecer hospitalizado durante um a dois meses adicionais para continuar o tratamento e receber cuidados”.
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A receção oficial e o futuro
Hoje, o cenário é de otimismo. Segundo os meios de comunicação estatais, o Rei concluiu com sucesso o plano de tratamento e a sua saúde apresenta melhorias significativas. À chegada, Norodom Sihamoni — que ocupa o trono desde 2004 — foi recebido por altas figuras do Estado, incluindo o influente ex-líder Hun Sen (73) e o atual Primeiro-Ministro, Hun Manet (48).
Em declarações oficiais, o governo sublinhou a importância deste momento para o país: “O Rei chegou ao país em total segurança. A saúde do Rei é a saúde de toda a nação”. Segue-se agora, para o soberano, um período de descanso na sua terra natal, o desfecho feliz de um desafio de saúde que uniu o povo cambojano em torno do seu Rei.