Decidir o que levar e o que deixar para trás numa viagem pode parecer uma tarefa impossível para qualquer cidadão comum, mas o dilema torna-se ainda mais complexo quando o viajante em questão é o monarca britânico.
Segundo a revista Hello!, o autor Tom Bower (1938-2024) conta, na sua obra Rebel King, que o Rei Charles III (77) jamais sai de casa sem certos luxos e comodidades muito específicos, transportando consigo uma variedade de pertences ecléticos que garantem o seu conforto absoluto.
De acordo com o escritor, durante uma visita ao nordeste da Inglaterra, o monarca enviou a sua equipa um dia antes num camião carregado de móveis para substituir a mobília dos quartos de hóspedes onde ficaria alojado. A carga incluía os quartos completos de Charles e Camilla (78), destacando-se a cama ortopédica do próprio rei, a sua roupa de cama pessoal e até duas pinturas com paisagens das Terras Altas da Escócia. Na bagagem real não faltam ainda um pequeno rádio, o seu próprio assento sanitário, rolos de papel higiénico de luxo, uísque da marca Laphroaig e água engarrafada.

Exigências à mesa e rotinas milimétricas
Além do mobiliário e dos objetos de higiene, o Rei Charles viaja com a sua própria comida orgânica devido a restrições e gostos alimentares muito precisos. O monarca não consome carne nem peixe dois dias por semana, e abdica de laticínios num outro dia. Outra das suas excentricidades, revelada por Tom Quinn (75) no livro Yes Ma’am, prende-se com a preparação de ovos cozidos: por ser extremamente exigente com o ponto de cozedura, o rei insiste que sejam cozidos seis ovos de cada vez, garantindo assim que pelo menos dois fiquem exatamente do seu agrado. Adicionalmente, Charles III tem o hábito atípico de não almoçar, um facto oficialmente reconhecido pela Clarence House numa lista de curiosidades publicada no seu 70.º aniversário.
Os hábitos singulares estendem-se ao período noturno e aos cuidados pessoais. Sophie Winkleman (45) revelou à revista Tatler que o rei tem por hábito trabalhar e escrever cartas até às quatro da manhã. Já no que toca ao banho, o ex-mordomo da Princesa Diana (1961-1997), Paul Burrell (68), explicou que a água tem de estar estritamente morna, a banheira apenas meia cheia e o ralo numa posição específica.
Até a atividade física do monarca foge ao convencional. Na sua autobiografia, Na Sombra, o Príncipe Harry (41) confidenciou que o pai faz diariamente o pino e exercícios de suspensão em trajes menores, encostado a portas ou barras. Apesar de caricata, esta rotina foi prescrita pelo fisioterapeuta real como o único remédio eficaz para combater as dores crónicas no pescoço e nas costas que afetam o soberano.
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