As imagens correram o mundo e geraram uma vaga de reações nas redes sociais. Logo após receber a medalha do Campeonato do Mundo das mãos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (80), o jovem Lamine Yamal (19) correu diretamente ao encontro do rei Felipe VI (58) para lhe dar um abraço caloroso. A demonstração de proximidade repetiu-se menos de 24 horas depois, aquando da receção oficial da seleção espanhola no Palácio da Zarzuela.
Vestido de fato, o avançado do FC Barcelona cumprimentou o monarca com um descontraído high-five, um gesto que gerou alguma polémica e críticas por parte de alguns internautas, que o consideraram desrespeitoso. No entanto, a defesa dos adeptos não tardou a surgir, com muitos a recordar que a cumplicidade entre ambos vem de longe: “Ele cumprimenta-o assim há dois anos“, apontou um fã da La Roja.
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O primeiro encontro em Berlim
Para perceber esta relação próxima, é preciso recuar a 14 de julho de 2024, no relvado do Estádio Olímpico de Berlim. Nesse dia, após a Espanha conquistar o Campeonato da Europa frente à Inglaterra de Harry Kane (32), Felipe VI abriu um largo sorriso no pódio para felicitar a nova coqueluche do futebol espanhol. A alegria foi mútua, com Lamine Yamal a apoiar carinhosamente a cabeça no ombro do rei.
A ligação entre o soberano e o prodígio tinha começado, de resto, pouco antes do arranque do torneio. Num balneário, após proferir um discurso motivacional, o marido da rainha Letizia (53) virou-se estupefacto para o jovem — que então contava com apenas dezasseis anos — e perguntou-lhe a idade: “Dezasseis?“, repetiu o soberano, visivelmente surpreendido.
Ao longo dos anos, Felipe VI tem acompanhado de perto a ascensão meteórica do craque, elogiando publicamente o seu talento excecional: “É esta geração, que vemos surgir aqui e ali, que nos dá tanta confiança no futuro do país. E o momento de brilhantismo que Lamine Yamal nos proporcionou com apenas 16 anos diz tudo”, afirmou na altura. Hoje, com 19 anos recém-completados, a joia da coroa espanhola soma já no currículo um Europeu e um Mundial, consolidando o seu estatuto na história do desporto — e a sua especial cumplicidade com a Coroa.
