Quase oito meses após a morte do príncipe saudita Abdullah bin Fahad bin Abdullah bin Abdulaziz bin Jalawi Al Saud, as autoridades britânicas concluíram o inquérito que investigava as circunstâncias do caso. O tribunal determinou que o membro da família real da Arábia Saudita morreu de forma acidental, após sofrer uma paragem cardíaca provocada pela ingestão de álcool e de várias substâncias, afastando qualquer indício de suicídio ou de intervenção de terceiros.
O príncipe, de 29 anos, foi encontrado sem vida a 25 de novembro de 2025, na casa de banho do quarto onde estava hospedado no London Marriott Hotel Kensington, em Londres. Os serviços de emergência foram chamados ao local, mas o óbito acabou por ser declarado ainda no hotel.
Apesar de pertencer à Casa de Saud, a família real que governa a Arábia Saudita, Abdullah bin Fahad mantinha uma vida discreta e não era uma figura pública de grande notoriedade, ao contrário de outros membros da monarquia saudita.

Tribunal conclui que a morte foi acidental
Durante o inquérito, o tribunal analisou os resultados dos exames toxicológicos e ouviu testemunhos relacionados com os dias que antecederam a morte do príncipe. Os exames toxicológicos identificaram álcool, GHB (uma substância psicoativa conhecida pelos seus efeitos sedativos), canábis e alprazolam, medicamento comercializado sob a marca Xanax
Com base nas provas recolhidas, a assistente do legista responsável pelo caso concluiu que a morte foi acidental, classificando-a como “death by misadventure“, designação utilizada no sistema judicial britânico para mortes resultantes de comportamentos de risco sem intenção de provocar o próprio óbito.
A decisão encerra oficialmente o inquérito aberto após a morte do príncipe, esclarecendo as circunstâncias do caso e afastando a possibilidade de suicídio ou de qualquer intervenção de terceiros. O veredito foi conhecido esta sexta-feira, quase oito meses depois de Abdullah bin Fahad ter sido encontrado morto no hotel londrino.
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