O Palácio de Buckingham prepara-se para uma das mudanças mais significativas na sua estrutura de comando dos últimos anos. Sir Clive Alderton, secretário particular e o conselheiro de maior confiança do rei Carlos III, deixará o serviço real.
O ex-diplomata, amplamente reconhecido como o braço direito do monarca e a figura mais influente nos bastidores da coroa, confirmou oficialmente que se reformará em maio de 2027, momento em que completará 60 anos de idade. A sua saída marcará o encerramento de um ciclo de mais de uma década à frente do gabinete do soberano, deixando um vazio estratégico numa instituição que passa por contínuas transformações.

A permanência de Sir Clive Alderton no cargo até ao próximo ano foi planeada para assegurar uma transição organizada e sem sobressaltos no topo da hierarquia real. Durante os próximos meses, ele continuará a desempenhar as suas funções enquanto o palácio conduz o processo de seleção para encontrar o seu sucessor, uma busca delicada que avaliará tanto candidaturas internas como profissionais do setor público e diplomático.
A responsabilidade do cargo é imensa, já que o secretário particular atua não apenas como chefe de gabinete, mas também como o principal elo de ligação entre o monarca, o governo britânico e os chefes de Estado dos países que compõem a Commonwealth. Tornando-se o conselheiro mais influente do palácio, trabalhou 20 anos com a família real e 11 com o Rei Carlos III.
A trajetória de Sir Clive ao serviço da Casa de Windsor teve início em 2006, consolidando uma carreira de duas décadas dedicada à família real. Ao longo desse período, conquistou a confiança irrestrita de Carlos e da rainha Camilla, assumindo a gestão dos assuntos quotidianos da coroa, das obrigações constitucionais e até da mediação de dinâmicas familiares complexas. A sua partida encerra uma era decisiva para o reinado de Carlos III e impõe à casa real o desafio de preencher um dos postos mais vitais da monarquia britânica.