Robert Hardman participava no podcast Palace Confidential, do Daily Mail, quando falou sobre os dois encontros que teve com a rainha Camilla (79) num espaço de apenas 48 horas. Durante a conversa, o escritor e especialista na família real britânica elogiou não só o sentido de humor da mulher do rei Carlos III, mas também a sua ética de trabalho e o ritmo que mantém na agenda oficial.
Hardman recordou o momento durante uma participação no Palace Confidential, programa dedicado aos bastidores da família real britânica. Segundo explicou, tinha estado com Camilla numa noite e voltou a encontrá-la no dia seguinte, desta vez numa receção em Clarence House.
O primeiro encontro aconteceu durante as comemorações dos 90 anos da Heywood Hill, histórica livraria de Londres. No dia seguinte, os dois voltaram a cruzar-se numa ocasião com um significado muito pessoal para a rainha: a celebração dos 40 anos da Royal Osteoporosis Society.
Ao vê-lo novamente, Camilla respondeu ao cumprimento do escritor com uma frase inesperada. “Acho que o senhor me está a perseguir”, brincou a rainha, segundo o relato de Hardman. A observação descontraída provocou o riso do especialista e tornou-se, para ele, mais uma demonstração da personalidade bem-humorada da monarca.

O lado descontraído de Camilla longe da solenidade real
Robert Hardman não escondeu a simpatia pela mulher de Carlos III (77) e destacou precisamente a capacidade de Camilla para introduzir momentos de leveza numa rotina marcada por cerimónias, compromissos oficiais e regras protocolares.
“Ela é muito divertida”, afirmou o escritor, que chamou ainda a atenção para o ritmo de trabalho da rainha nesta fase da vida. Na sua perspetiva, numa idade em que muitas pessoas já reduziram significativamente os compromissos profissionais, Camilla mantém uma presença assídua na agenda da Casa Real.
A receção em Clarence House, realizada a 15 de julho, assinalou quatro décadas da Royal Osteoporosis Society, organização à qual Camilla está ligada há muitos anos. O envolvimento da rainha com esta causa tem uma dimensão profundamente pessoal: a mãe, Rosalind Shand, sofreu de osteoporose e morreu aos 72 anos. Camilla tem usado a sua visibilidade pública para chamar a atenção para uma doença que também afetou a avó materna.
Na ocasião, a rainha recebeu funcionários, voluntários, apoiantes e convidados nos jardins de Clarence House e voltou a defender uma maior consciencialização para a osteoporose. As imagens do encontro mostraram-na próxima dos presentes, numa celebração que incluiu ainda o tradicional corte de um bolo comemorativo.
O episódio contado por Hardman acrescenta, porém, uma dimensão mais íntima à imagem pública da mulher de Carlos III. Por detrás dos compromissos institucionais, Camilla tem revelado ao longo dos anos um humor espontâneo, por vezes irónico, que surge sobretudo nas conversas menos formais.