Ana Romero tirou o curso de Design de Comunicação na Faculdade de Belas-Artes de Lisboa. Depois de estagiar numa agência de publicidade e trabalhar em decoração, apaixonou-se pelo desenho de estampados. Começa a desenhar, como freelancer, para ateliês, empresas e criadores de moda. Em 2012, decide lançar a marca Ana Romero.
– A textura e o padrão dos tecidos sempre a fascinaram, desde criança?
– Desde muito pequena que brincar com tecidos e linhas era o meu passatempo preferido. Aprendi a coser muito novinha, pelas mãos da minha avó Rosa. Divertia-me a fazer vestidos para as minhas bonecas e, mais tarde, roupa e acessórios para mim própria. Sempre achei que viria a ser estilista!
– Porquê o lançamento da marca Ana Romero em Nova Iorque?
– Achei que estava no lugar certo, porque há um mercado imenso e muito aberto a novidades, uma vontade de fazer coisas. Os meus desenhos são muito coloridos e isso é uma característica pouco comum no mercado em Nova Iorque, o que me dá um fator diferenciador. Quis tirar partido de todas as oportunidades e para isso sabia que tinha
que criá-las!
– A que se deve a escolha dos produtos para a primeira coleção?
– Da primeira coleção fazem parte lenços de seda, capas para iPhone e almofadas em seda. Escolhi criar acessórios de moda e decoração porque queria que os desenhos tivessem alguma longevidade.
– O facto de algumas criações terem surgido na TV, na série Gossip Girl, ajudou a projetar a marca?
– Foi um golpe de sorte que ajudou bastante a promover a marca! O facto de a Serena van der Woodsen (Blake Lively) ter usado a capa para iPhone em diversos episódios da última série, deu a conhecer o meu trabalho a um público mais alargado e principalmente aos muitos fãs da Gossip Girl. Alguns blogues de celebridades publicaram a minha história e muitos clientes procuram especificamente esse produto.
– Quais foram os aspetos mais positivos dessa mediatização?
– O aspeto mais positivo foi dar a conhecer o meu trabalho em Portugal! Foi também obrigatória a abertura de uma loja online para satisfazer os pedidos dos fãs, claro. Para os restantes clientes conta mais a chancela do Barneys, um dos mais prestigiados retalhistas de luxo em Nova Iorque, que foi o meu primeiro grande cliente.
– Como caracteriza o estilo, mercado e público da marca?
– O estilo da minha coleção é colorido, sofisticado e um pouco irreverente! A complexidade visual dos desenhos destina-se ao mercado de gama alta e apela geralmente a mulheres entre os 18 e os 40 anos que apreciam produtos exclusivos (designer label), de alta qualidade e com um design fora do comum. Trata-se de uma mulher jovem, moderna, citadina e irreverente q.b.!
– Os produtos e acessórios para a casa são também uma aposta?
– O design de interiores é outra das minhas paixões. Tendo trabalhado em decoração e conhecendo este mercado, quis aliar a moda à decoração. Fui buscar à moda a complexidade visual, em termos de estampados, que geralmente não se vê na decoração. Acho que é uma nova abordagem.
– Para quando a marca em Portugal?
– As capas para telemóvel já estão disponíveis, desde outubro, nos quiosques da Smart Talk, no Oeiras Parque e no Braga Parque. Tenho também prevista a abertura de um showroom em Lisboa para 2014, disponível por marcação.
– 2013/14: sonhos, planos, projetos?
– Tantos! Gostaria de apresentar a minha coleção de tecidos de decoração na feira de Milão (Salone del Mobile), em Paris (Maison & Objet) e em Frankfurt (Ambiente). Como já referi, a abertura de um showroom em Lisboa e ainda difundir a marca na Europa e Ásia.
Decoração: Padrões exclusivos
A ‘designer’ têxtil lançou a sua própria marca em 2012, na feira ICFF, em Nova Iorque, onde vive. Criações suas ficaram famosas quando surgiram na série Gossip Girl.