O edifício remete para finais do século XIX, impondo a sua marca através do pé-direito alto e dos tectos trabalhados. A intenção de Catherine Cabral foi "recuperar as preexistências", apelativas do ponto de vista estético. "Todos os espaços, quatro no total, são polivalentes e funcionam como um showroom. Gosto de ter peças, tecidos, almofadas, livros ou esculturas espalhados pelo ateliê", sublinha a arquiteta de interiores que, em termos de decoração, optou pela mesma linha impressa nos seus projetos particulares. "Gosto de usar o branco e o cinza como base e adicionar uma cor, padrão ou forma, tornando os ambientes versáteis e em constante mutação. É fundamental brincar com o espaço, com os nossos humores e vontades", afirma a profissional, acrescentando ser uma pessoa organizada, dentro de um caos saudável: "É impossível ter uma secretária sempre arrumada, sem pilhas de projetos para ver, novos catálogos, folhas, cadernos ou mesmo talões, nos quais vou apontando novas ideias". E na verdade, entre mil objetos amontoados a cada recanto, Catherine encontra sempre aquilo que pretende, principalmente a agenda em papel, onde traça os compromissos diários. "Em certas coisas sou muito old school. Mas é inquestionável: o que seria de mim sem o iPhone?! É o meu computador de bolso e um verdadeiro economizador de tempo". Nesta zona de trabalho, com 120m, situada em pleno coração de Lisboa, entra-se "num universo fascinante de criatividade", garante.
Decoração: Universo paralelo
Catherine Cabral gosta de coisas mutáveis. No seu 'showroom', todos os espaços são polivalentes e funcionais.